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05 de novembro de 2016, 12h47

Lula vai ao ato na Florestan Fernandes prestar solidariedade ao MST

A manifestação vai acontecer nesta sábado na própria Escola Nacional Florestan Fernandes, palco da ação truculenta da Policia Civil.

Por Redação

O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva confirmou presença no ato contra a criminalização dos movimentos sociais e em solidariedade a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), localizada em Guararema (SP). A manifestação foi convocada pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e contará com a presença de outras personalidades importantes para o campo da esquerda brasileira..

O protesto marcado para às 15 horas vai acontecer na própria escola e é uma resposta à ação truculenta da Policia Civil que na manhã da última sexta-feira (4) que invadiu ENFF e chegou a até disparar tiros de armas letais.

Em uma nota escrita ontem, o MST acusou o sistema Judiciário de estar em conluio com os proprietários de terra da região e de que ação da policia foi mais um passo para a criminalização do movimento.

Veja como foi a invasão em fotos e vídeos

“Amparadas pela força da articulação entre poderes locais, setores do agronegócio e da mídia privada, as ações para criminalização da luta pela terra e da defesa da reforma agrária popular tem encontrado a sustentação legal em um Sistema Judiciário “autoritário”. As ações tratam tanto da ação repressora pelos agentes de segurança pública como o uso da lei em favor dos proprietários de terra, em oposição à efetivação do direito à terra previsto constitucionalmente”, escreveram.

O movimento diz que os policiais não apresentaram nenhum tipo de mandado e dispararam armas de munição letal em direção as pessoas que estavam questionando a abordagem. Os vídeos e fotos divulgados nas redes sociais comprovam o uso de munição letal por parte dos agentes.

“A invasão ilegal da Escola Florestan Fernandes, de forma irresponsável e com munição letal, mergulha ainda mais o Brasil nas sombras do estado policial, em que a seletividade e ilegalidade de determinadas ações, tanto policiais quanto judiciais, voltaram a ser regra, bem ao estilo das ditaduras latino-americanas chefiadas por Washington”, afirma o advogado junto ao Tribunal Penal Internacional, Ricardo Franco.

A Polícia Militar enviou uma nota dizendo que a operação na escola tinha como objetivo cumprir uma mandado de prisão contra uma mulher, mas que essa pessoa sequer foi encontrada na escola.

Desde a última quarta-feira (2), o líder do Movimento Sem-Terra, João Pedro Stédile, está no Vaticano para o III Encontro Mundial de Movimentos Populares com o Papa Francisco.

Foto de Capa: Divulgação/MST


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