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16 de junho de 2015, 23h02

Mãe conta como foi o encontro de sua filha trans com a atriz Laverne Cox

"Ouvi o que ela disse a minha filha: 'Lembre-se, querida, ser trans é lindo '", escrever em seu blog Marlo Mack, pseudônimo utilizado pela mãe de M., que tem sete anos

“Ouvi o que ela disse a minha filha: ‘Lembre-se, querida, ser trans é lindo ‘”, escrever em seu blog Marlo Mack, pseudônimo utilizado pela mãe de M., que tem sete anos

Por Redação

Nesta semana, as redes sociais têm difundido o relato de Marlo Mack, pseudônimo utilizado pela mãe de uma menina transgênero de sete anos, cujo nome é descrito apenas como M.. A criança conheceu a atriz trans Laverne Cox, da série Orange is the New Black, após um evento do qual a última participou. As informações são do site Pac Mãe.

Em seu blogue Gender Mom, Mack contou como ocorreu o encontro entre Cox e sua filha. Confira:

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O momento do encontro entre M. e Laverne Cox (Foto: Reprodução/Pac Mãe)

OITNB não é realmente apropriado para uma criança de 7 anos assistir. Mas eu tinha mostrado uma foto de Laverne para M. na capa de uma revista. De certa forma ela sabia que Laverne era importante e que também era transexual.

Nós chegamos cedo o suficiente para pegar assentos bem na frente, e quando Laverne entrou na sala, a multidão enlouqueceu. M. ficou super feliz aplaudindo e batendo palmas.

Acho que M. era uma das únicas crianças na platéia. Mas a mensagem que fica e que ela entendeu é: aqui está alguém que é talentosa, inteligente, famosa, amada por multidões. E ela também é como você.

Um amigo de um amigo disse que conhecia os organizadores do evento e poderia nos encaminhar para a recepção, onde Laverne estaria após o discurso. Eu meio que duvidei que ele lembraria de colocar nossos nomes na lista. Assim que M. sentou no meu colo, eu disse que talvez (apenas talvez), ela poderia conhecer Laverne naquela noite.

“Sério?”, ela disse.

Os nossos nomes estavam na lista, mas Laverne ainda não estava lá quando entramos na recepção. M. se posicionou num lugar perto de algumas portas. Tinham várias entradas – porque ela acharia que Cox viria por uma daquelas portas? M. ignorou minha pergunta e ficou sozinha no outro extremo da sala, de costas pra mim.

Ela estava certa, poucos minutos depois, Laverne entrou por aquelas portas e a multidão foi à loucura. Mas dessa vez uma pessoa pequenina em um vestido florido ficou entre ela e a multidão. Olhando em seu rosto, esperando para ser notada.

Laverne acenou para todos, nos agradeceu graciosamente e então olhou aquela garotinha bloqueando o caminho.

“Bem, olá” – disse ela.
“Eu sou M.” – minha filha disse.
Laverne sorriu pra ela: “Olá M.”
“Eu sou trans”, disse M.

Laverne ficou meio perdida, a multidão em volta comentando (“você viu o que aquela menina disse?”). Laverne olhou ao redor da sala e perguntou: “Tem alguém com ela?”

Dei um passo pra frente: “Eu sou a mãe dela”. Fiquei totalmente travada e esqueci como um ser humano normal fala. Não tenho ideia do que eu disse.

Mas M. sabia o que fazer. Ela foi direto dar um abraço em Laverne, que agachou-se ao nível dos olhos de M. para conhecê-la. Ouvi o que ela disse à minha filha “Lembre-se, querida, ser trans é lindo”.

Obrigada, vida.


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