Seja #sóciofórum. Clique aqui e saiba como
06 de janeiro de 2017, 10h39

Mais 33 presos são mortos, agora em Roraima. Governo acuado não dá respostas

Ao menos 33 presos foram encontrados mortos na madrugada desta sexta-feira (06) na penitenciária agrícola de Monte Cristo, na zona rural de Boa Vista. Novo massacre ocorreu quatro dias após as rebeliões em Manaus que terminaram com 60 mortos e menos de 24 horas depois do presidente Michel Temer chamar o caso de “acidente” e requentar um pacote de medidas que já estavam previstas no orçamento como se fossem emergenciais.

Ao menos 33 presos foram encontrados mortos na madrugada desta sexta-feira (06) na penitenciária agrícola de Monte Cristo, na zona rural de Boa Vista. Novo massacre ocorreu quatro dias após as rebeliões em Manaus que terminaram com 60 mortos e menos de 24 horas depois do presidente Michel Temer chamar o caso de “acidente” e requentar um pacote de medidas que já estavam previstas no orçamento como se fossem emergenciais.

Da Redação

Ao menos 33 presos foram encontrados mortos na madrugada desta sexta-feira (06) na penitenciária agrícola de Monte Cristo, na zona rural de Boa Vista. De acordo com informações do governo de Roraima, o caso aconteceu em torno das 2h30 (4h30) horário de Brasília. O caso parece ser orquestrado por briga de facções dentro dos presídios brasileiros e coloca o governo contra a parede.

O novo massacre ocorreu quatro dias após as rebeliões em Manaus que terminaram com 60 mortos e menos de 24 horas depois do presidente Michel Temer chamar o caso de “acidente”. Acontecem também logo após Temer requentar um pacote de medidas que já estavam previstas no orçamento como se fossem emergenciais e que resolvem apenas 0,4% do déficit de vagas em presídios.

O governo de Roraima diz que desta vez não houve rebelião e que as mortes ocorreram em decorrência de uma briga entre as facções. O tumulto envolveu presos da facção Família do Norte ligada ao Comando Vermelho e do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Segundo a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc) de Roraima, havia 1.475 presos na unidade no momento dos crimes –a capacidade é para 750 detentos. Do total, mais da metade (898) é de presos provisórios, ou seja, à espera de julgamento. Outros 458 detentos estavam no regime fechado, e cem, no semiaberto.

Às 9h30 (horário de Brasília), equipes do Bope (força especial da Polícia Militar em Roraima) e do GIT (Grupo de Intervenção Tática) estavam dentro do presídio para “realocação dos internos e conferindo a real situação”, segundo a assessoria da Sejuc.

Mortes recorrentes

Em outubro de 2016, vinte e cinco presos foram mortos no mesmo presídio em decorrência de rebelião. Cerca de 100 familiares de presos foram feitos reféns, mas liberadas após intervenção da Polícia Militar.

O confronto entre as facções começou durante o horário de visitas quando homens de uma das alas quebraram os cadeados e invadiram outra ala do presídio. De acordo com a Polícia Militar, entre os mortos, sete foram decapitados e seis foram queimados.

Foto: Google Maps

Sócio Fórum vai pra Cuba! Comece a participar agora mesmo, apoie a mídia livre e concorra.

 


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum