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06 de setembro de 2016, 17h41

Mais uma linha do Metrô prometida por Alckmin não será entregue no prazo

O consórcio “Move São Paulo” suspendeu as obras da Linha 6-Laranja do Metrô, que ligará a região noroeste ao centro da capital paulista (de Brasilândia até São Joaquim). Todas as empreiteiras envolvidas na construção são investigadas na Lava Jato e passam por dificuldades financeiras

Por Redação*

Mais uma linha do Metrô prometida pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), não será entregue. O consórcio “Move São Paulo” suspendeu as obras da Linha 6-Laranja do Metrô, que ligará a região noroeste ao centro da capital paulista (de Brasilândia até São Joaquim). A  linha começou a ser construída em abril do ano passado e seria entregue em 2021, três anos após a promessa inicial (2018).

A suspensão, de acordo com nota divulgada pelo consórcio na segunda-feira (5), se deve “às dificuldades vivenciadas na contratação do financiamento de longo prazo, condição indispensável à continuidade do projeto”. Todas as empreiteiras do consórcio estão envolvidas na Lava Jato e passam por dificuldades financeiras.

Segundo o “Move SP”, a decisão reduz a viabilidade do empreendimento e preserva as obras já executadas, com investimentos de cerca de R$ 2,7 bilhões. A concessionária afirmou que, no momento, negocia com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com o governo do Estado de São Paulo alternativas para o reequilíbrio da Parceria Público-Privada (PPP) de implantação da Linha 6.

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) disse, em nota, que vê com preocupação a não obtenção de financiamento de longo prazo no valor de R$ 5,6 bilhões pelo consórcio e afirmou que não há nenhuma pendência do governo do estado junto ao consórcio.

“A STM já aportou R$ 694 milhões para obras e R$ 979 milhões para desapropriação de 370 imóveis. Qualquer atraso na obra gera multa e rescisão contratual. É importante frisar que tanto o consórcio Move SP quanto o BNDES têm pleno conhecimento do cronograma da obra e do planejamento financeiro para a sua execução”, acrescentou a secretaria.

Apesar da suspensão, o “Move SP” afirmou que serão mantidos o processo de desapropriação, o atendimento à comunidade e a logística para recebimento dos ‘tatuzões’ já adquiridos. “Segue inalterada a previsão de gerar 9 mil vagas durante o pico da obra e a criação de mil novos postos de trabalho para início das operações da Linha 6-Laranja assim que as atividades forem retomadas, o que esperamos que ocorra no menor prazo possível”, disseram.

*Com informações da Agência Brasil


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