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08 de fevereiro de 2012, 19h14

Marina e o resgate do PV “de raiz”

Se for mesmo candidata a presidente em 2010, Marina Silva terá o desafio de devolver ao PV sua cor original. Em 2006 o partido entrou em pânico com a cláusula de barreira e abriu a porteira.

Deu resultado: a bancada dos verdes saltou de sete para quatorze deputados federais. Destes, apenas três tem relação histórica e/ou orgânica com o movimento ambientalista. São eles Zequinha Sarney (MA), Fernando Gabeira (RJ) e Edison Duarte (BA). O restante da bancada é formada por figuras, digamos, ímpares.

Há por exemplo um ex – garçon, o Lindomar Garçon, de Rondônia, que defende a construção de usinas hidrelétricas na… Amazônia. E também um cantor de forró chamado Edigar Mão Branca, que se divide entre shows e o plenário. Há um médico, "doutor" Talmir que,  além de líder da Frente Parlamentar Contra a Legalização do Aborto, fundou a lidera a Associação Nacional de Peregrinação do Rosário.

Em off, um assessor do próprio PV me resumiu assim o desempenho da turma: “São poucos aqui que sabem a diferença entre agroecologia e motor da nasa”. Em on, José Luiz Penna, presidente nacional do PV, reconhece: “A eleição de 2006 foi difícil mesmo. Mas em 2010 não vamos precisar correr atrás da cláusula de barreira”.

Zequinha Sarney, o filho outsider da familía de mesmo nome, é o grande articulador do projeto de poder do PV para 2010. Ele pondera. Diz que, de fato, o partido na Câmara não tem tradição ambientalista. Mas vota, sim, unido nas questões do genêro. Zequinha se diz contra um processo de "depuração" na bancada, e vaticina: “Os 14 irão se reeleger”.

Os problemas do crescimento desordenado do PV vão além da Câmara Federal. Na Assembleia Paulista, onde a bancada verde é fechada com Serra, por exemplo, os quatro deputados da legenda estão enrolados com a justiça.

Camilo Gava, por improbidade administrativa; é acusado pelo TSE de ceder imóveis do município. Chico Sardelli está sendo processado por compra de voto e abuso de poder econômico, também na Justiça eleitoral. Estevam de Oliveira responde a quatro processos no TJ e é citado 10 vezes no Tribunal de Contas do Estado. Por fim, as contas de campanha de Feliciano Filho foram julgadas irregulares.


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