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19 de março de 2015, 18h57

“Mate o traveco”, diz mensagem escrita em banheiro da USP

Já é a segunda vez no mês que estudantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo na USP se deparam com mensagens transfóbicas dentro dos banheiros do prédio; Grêmio estudantil publicou nota de repúdio e planeja discutir o problema junto à universidade

Já é a segunda vez no mês que estudantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo na USP se deparam com mensagens transfóbicas dentro dos banheiros do prédio; Grêmio estudantil publicou nota de repúdio e planeja discutir o problema junto à universidade

Por Redação

As manifestações de ódio e preconceito na USP estão se tornando cada vez mais frequentes. Pela segunda vez no mês, mensagens de ojeriza à travestis e transexuais foram encontradas nos banheiros do prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). As últimas foram descobertas nesta quarta-feira (18).

“Homem de buceta não é homem” e “Mate o traveco” já ilustram bem o nível do ódio.

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As imagens foram divulgadas nesta quinta-feira (19) pelo Grêmio Estudantil da FAU, o GFAU, que publicou em sua página do Facebook uma nota de repúdio. Os estudantes planejam agora colocar o assunto em discussão para que a instituição tome medidas para acabar com o problema.

Confira a nota:

“É em tom de repúdio que informamos: na tarde dessa quarta-feira, 18 de março, foram encontradas novamente pichações transfóbicas nos boxes do banheiro masculino do piso do AI.

Infelizmente, trata-se de algo já ocorrido nesse mesmo mês. E, também infelizmente, não se trata de um caso isolado. Não é a primeira vez que acontecem agressões verbais na FAU, e inclusive ja ocorreram agressões físicas, relacionadas a episódios de transfobia. Desta vez, o tom das pichações foi mais agressivo e pontual, além de ser nominal, o que eleva o episódio a outro patamar: a ameaça da integridade física de pessoas que frequentam a nossa faculdade.

Nós não toleramos qualquer opressão, desrespeito ou propagação de discursos de ódio. São discursos como esse que fazem pessoas serem perseguidas, feridas e mortas todos os dias. Precisamos reconhecer e aceitar as diferenças existentes na universidade e na sociedade para permitir a construção de um debate coletivo.

Isso demonstra a necessidade dessa questão ser discutida na FAU. Não podemos ignorar esse acontecimento que atinge todo o corpo estudantil. Não podemos ignorar as diferenças de gênero, sexuais e ideológicas existentes. Somente admitindo que este problema existe, inclusive dentro da FAU, poderemos construir uma convivência que possibilite o livre pensamento de existir. Vamos garantir que ao menos nosso espaço seja seguro para todxs.”

Fotos: Reprodução/Facebook GFAU

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