E o medo?: “Ou fazemos eleições limpas, ou não temos eleições”, ameaça Bolsonaro

Apavorado com o derretimento de seu governo e de sua imagem, às voltas com casos de corrupção, presidente insiste em voto impresso e mais uma vez insinua que não aceitará sair do cargo se perder em 2022

Em novo ataque ao sistema eleitoral brasileiro, o presidente Jair Bolsonaro voltou a ameaçar a tranquilidade do pleito do ano que vem, quando pretende disputar sua reeleição.

Mais uma vez o ocupante do Palácio do Planalto insistiu na tese de que o sistema de votação eletrônico é fraudável, ainda que não haja casos do tipo registrados nos últimos 25 anos, desde a primeira utilização desse tipo de urna no país.

Numa conversa de 50 minutos com seus seguidores na porta do Palácio da Alvorada, nesta quinta-feira (8) pela manhã, Bolsonaro clamou novamente pela implantação do voto impresso e tornou a fazer acusações falsas sobre supostos episódios de fraude eleitoral ocorridos no sistema atual, que mais uma vez foram desmentidas.

Exaltado em certo momento, o presidente repetiu as ameaças de interferência no calendário eleitoral brasileiro se as coisas não forem feitas ao seu gosto.

“Eleições no ano que vem serão limpas. Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições”, disparou, para ovação de seus fãs, que filmavam tudo pelo celular.

No entanto, a ideia de Bolsonaro de implantar um sistema no qual o voto seja impresso não deve encontrar muito apoio. Líderes de 11 partidos no Congresso Nacional já se reuniram nos últimos meses para rechaçar a proposta e ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já se manifestaram contrariamente à mudança, que segundo especialistas é uma ameaça à segurança do processo.

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Henrique Rodrigues

Jornalista e professor de Literatura Brasileira.

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