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10 de maio de 2013, 13h51

Mercosul é o futuro da América, diz Maduro após reunião com Dilma

A presidente afirmou que o bloco viverá um "momento especial" quando a Venezuela assumir a presidência, em junho

A presidente afirmou que o bloco viverá um “momento especial” quando a Venezuela assumir a presidência, em junho

Por Marina Terra, do Opera Mundi 

Maduro também destacou as parcerias de seu governo com a iniciativa privada do Brasil (Foto: Agência Brasil)

Em pronunciamento realizado na noite desta quinta-feira (09/05), pouco depois de se reunir com a presidente Dilma Rousseff em Brasília, o venezuelano Nicolás Maduro afirmou que o Mercosul é o futuro da América.

“A América do futuro é o Mercosul, não tenho dúvidas, isso é uma certeza. Assumirei com a mentalidade dos três gigantes que iniciaram a integração dos governos de esquerda: Hugo Chávez, Lula e Néstor Kirchner”, afirmou Maduro,  que presidirá o bloco a partir de 28 de junho.

Durante seu discurso, Dilma também abordou a importância do Mercosul para a região. “A integração regional tem sido acompanhada por todos na América Latina. Nossos povos mostram vocação para um futuro comum. O Mercosul, em especial, viverá um momento histórico com a presidência pro-tempore da Venezuela. Será o segundo ciclo de expansão do bloco e deve beneficiar principalmente as regiões Norte e Nordeste do Brasil e o sul venezuelano”, argumentou.

Comércio e eleições

Para a presidente, é fundamental que se aumente o equilíbrio no comércio regional, uma das principais queixas dos países menores como Uruguai e Paraguai.

A Venezuela é um dos principais destinos das exportações brasileiras na América do Sul. O comércio bilateral chegou em 2012 a US$ 6,05 bilhões, com a balança claramente inclinada em favor do Brasil. Maduro afirmou hoje que esse número deve dobrar e triplicar em breve: “Para nós, até pouco tempo Brasil era futebol, samba e caipirinha. Na Venezuela sempre fizeram campanhas contra o Brasil. Hoje construímos relações como nunca em 200 anos, de irmandade verdadeira.”

A eleição venezuelana também foi comentada pelo novo presidente. “Estamos construindo um governo para todos os venezuelanos, tendo ou não votado em nós.”

Dilma Rousseff, por sua vez, ainda agradeceu o apoio da Venezuela à candidatura vitoriosa de Roberto Azevêdo para a direção-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio).

A presidente ressaltou o aprofundamento dos laços em “energia e habitação”. Como ex-ministra de Minas e Energia, ela se sentiu sensibilizada pelo “estado de emergência energético”  do país vizinho, anunciou o envio de técnicos “quando os venezuelanos quiserem”, mas não quis comentar a possibilidade de uma sabotagem por parte da oposição.

Na agenda bilateral de hoje, os dois mandatários assinaram também acordos nas áreas de segurança e produção alimentícia.  “Decidimos aproximar nossas Forças Armadas em um plano de defesa e segurança para nossas fronteiras”, explicou o venezuelano.

Sobre o Paraguai, o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, afirmou que “a tendência é que Horácio Cartes deve ser empossado em agosto e a suspensão acabe apenas depois desse mês. Mas pode ter alguma conversa antes”.


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