Metrô de Buenos Aires homenageia Marielle Franco

Projeto de autoria da deputada Maria Bielli prevê a instalação de uma placa na estação Rio de Janeiro, em Buenos Aires, com QR code que dará acesso à história da vereadora

Por 53 votos a favor e 1 abstenção, a Casa Legisladora de Buenos Aires aprovou, nesta quinta-feira (11), um projeto que vai homenagear a vareadora Marielle Franco na estação Rio de Janeiro, Linha A (Azul), na capital argentina.

Dessa maneira, será instalada uma placa na em homenagem a vereadora carioca que foi assassinada em 2018.O memorial a ser colocado na estação Rio de Janeiro trará escrito: “Em memória de Marielle Franco (1979-2018) Vereador do Rio de Janeiro, defensora dos Direitos Humanos e da comunidade LGBTQIA+, assassinada em 14 de março de 2018”.

Para María Bielli, a homenagem é um ato simbólico que contribui para o resgate da memória de mulheres latino-americanas que lutam e pagam com a vida a defesa dos direitos humanos em nossa região.

María Bielli, autora do PL aprovado que homenageia Marielle Franco
Foto: divulgação

“Que o reconhecimento seja no âmbito legislativo na cidade de Buenos Aires é de extrema importância, já que em esta cidade nos governa uma força de direita que utiliza a violência institucional e política como instrumento para exercer o poder”, disse Bielli.

Myriam Bregman, deputada pela Frente de Esquerda, discursou durante a aprovação do PL e afirmou que o presidente Bolsonaro deve “ficar em casa” e não visitar o país. “Assassinaram Marielle por causa da sua luta, das suas denúncias contra as milícias e contra os grupos paramilitares que atuam nas favelas do Rio”, disse Bregman.

No dia 14 de março o assassinato de Marielle Franco completa três anos e o caso segue sem solução.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).