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05 de dezembro de 2019, 07h05

Milícia virtual levanta tag #JoiceTraidora após Joice Hasselmann implodir grupo do ódio na CPI das Fake News

A tag foi lançada ainda durante o depoimento da deputada à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, nesta quarta-feira (4) por um dos propagadores do chamado grupo do ódio, o olavista e digital influencer Leandro Ruschel

Meme produzido por milícia virtual bolsonarista após depoimento de Joice Hasselmann à CPI das Fake News (Reprodução)

Após implodir o chamado grupo do ódio, milícia virtual bolsonarista organizada para para criar memes, detonar desafetos e divulgar informações falsas nas redes, a deputada federal Joice Hasselmann voltou a ser alvo da organização, que levantou logo na manhã desta quinta-feira (5) a hashtag #JoiceTraidora, que lidera os assuntos mais comentados no Twitter.

A tag foi lançada ainda durante o depoimento da deputada à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, nesta quarta-feira (4) por um dos propagadores do grupo, o olavista e digital influencer Leandro Ruschel.

“A #JoiceTraidora disse que um disparo de “robôs” custa R$ 20.000,00. Impressão minha, ou ela não mostrou uma unica evidência disso na CPI? Quem cobra? Quem paga? Quando foi feito?”, tuitou, conclamando a milícia virtual bolsonarista aos ataques à ex-aliada.

“A menos que você articule por trás (coisa que os seres humanos sem caráter parecem gostar muito) sua vida pública acabou rapidão. Ah… Não sou robô, não recebi um centavo e quero minha caneca do Gabinete do Ódio!!!”, tuitou Cecília Correa.

A tag também foi usada por opositores do bolsonarismo para mandar recado aos apoiadores do presidente. “É no mínimo revelador ver os gados levantando a hashtag “#JoiceTraidoira” ao invés de chamá-la de mentirosa, estão mordidos porque estão sendo confrontados com os fatos. É, a verdade dói, meus caros. Vcs puseram uma organização criminosa no poder!”, tuitou EltonDD.

Gabinete do ódio
No dossiê apresentado pela deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) na CPMI das Fake News nesta quarta-feira (4), dez parlamentares do grupo bolsonarista do PSL apareceram envolvidos na milícia digital comandada pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Congressistas e integrantes de assembleias estaduais foram citados.

Além de Eduardo Bolsonaro, foram listados: as deputadas federais Carla Zambelli (PSL-SP), Bia Kicis (PSL-DF), Chris Tonietto (PSL-RJ), Caroline De Toni (PSL-SC); os deputados federais Filipe Barros (PSL-PR) e Daniel Silveira (PSL-RJ); a deputada estadual Ana Campagnolo (PSL-SC); os deputados estaduais Gil Diniz (PSL-SP) e Douglas Garcia (PSL-SP).

Segundo a parlamentar, Carlos Bolsonaro coordena o chamado “Gabinete do Ódio”, formado por Filipe Martins, Tercio Arnaud, José Matheus e Mateus Diniz. Ela afirmou que a equipe recebe cerca de R$ 491 mil para produzir notícias falsas e memes com o objetivo de atacar ex-aliados e desafetos.

 

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