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20 de Maio de 2016, 08h19

“Ministro do apagão” de FHC é novo presidente da Petrobras

Pedro Parente coordenou o comitê responsável por administrar a crise de energia elétrica de 2001, resultado de falta de planejamento, falta de investimentos e privatização do setor elétrico.

Pedro Parente coordenou o comitê responsável por administrar a crise de energia elétrica de 2001, resultado de falta de planejamento, falta de investimentos e privatização do setor elétrico

Por Portal Vermelho

O ex-ministro do governo de Fernando Henrique Cardoso, Pedro Parente, será o novo presidente da Petrobras. Ele substituirá Aldemir Bendine. Conhecido como “ministro do apagão”, Parente coordenou o comitê responsável por administrar a crise de energia elétrica de 2001, resultado de falta de planejamento, falta de investimentos e privatização do setor elétrico.

Engenheiro formado pela Universidade de Brasília (UnB), Pedro Parente foi três vezes ministro no governo Fernando Henrique Cardoso. Comandou o Planejamento, Minas e Energia e a Casa Civil.

O racionamento implantado por causa do colpapso do setor de energia prolongou-se até os primeiros meses de 2002 e, embora tenha desgastado FHC, o governo avaliou a conduta de Parente como positiva.

De acordo com o jornalista Fernando Brito, do blog Tijolaço, a Petrobras pagou parte da fatura daquela crise elétrica. “Como era preciso trazer rápido capital estrangeiro para montar plantas de geração termelétrica, a Petrobras foi forçada a assumir a obrigação de compra da energia a ser gerada a preços altíssimos. Com a volta das chuvas, estes preços, então, foram ao nível da loucura. Tanto que saiu mais barato para a Petrobras, já no governo Lula, comprar as térmicas do que lhes pagar o que os contratos previam”, diz o jornalista.

Segundo a biografia de Parente no CPDOC da Fundação Getúlio Vargas, na reta final do segundo mandato de FHC, ele era um dos auxiliares mais próximos do tucano. Comandou a equipe de transição para a gestão Lula.

Depois que saiu do governo, Parente foi vice-presidente executivo do grupo RBS. Ele atuou, ainda, nos conselhos da Petrobras e do Banco do Brasil. Entre 2010 e 2014, foi presidente da Bunge Brasil, uma das maiores exportadoras do país.

Após deixar a companhia, Parente passou a se dedicar à Prada Assessoria, sua consultoria financeira para gestão de fortunas, que tem como sócia a mulher dele, Lucia Hauptman.

Ele iniciou a carreira no setor público no Banco do Brasil, em 1971. Dois anos depois, foi transferido para o Banco Central (BC). Parente foi ainda consultor do Fundo Monetário Internacional (FMI) e de instituições públicas brasileiras, assim como da Assembleia Nacional Constituinte, em 1988.


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