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25 de setembro de 2014, 15h57

Mobilização online relembra vítimas de estupro coletivo na Paraíba

Réu é acusado de planejar o estupro de cinco mulheres como "presente de aniversário" para seu irmão, Luciano dos Santos Pereira. Diversos coletivos feministas e militantes protestam pela sua condenação com a hashtag #SomosTodasMulheresdeQueimadas

Réu é acusado de planejar o estupro de cinco mulheres como “presente de aniversário” para seu irmão, Luciano dos Santos Pereira. Diversos coletivos feministas e militantes protestam pela sua condenação com a hashtag #SomosTodasMulheresdeQueimadas

Por Jarid Arraes

As redes sociais se tornaram, mais uma vez, a principal ferramenta de mobilização política dos movimentos sociais. Propagando a hashtag #SomosTodasMulheresdeQueimadas, diversos coletivos feministas e militantes autônomas protestam pela condenação de Eduardo Santos Pereira, acusado de ser o mentor de um estupro coletivo realizado em Queimadas (PB).

O réu, que será julgado hoje (25), é acusado de planejar o estupro de cinco mulheres como “presente de aniversário” para seu irmão, Luciano dos Santos Pereira. Das cinco vítimas estupradas por dez homens, duas acabaram mortas: a professora Isabela Pajuçara Frazão Monteiro e a recepcionista Michelle Domingues da Silva, assassinadas após fazerem o reconhecimento dos criminosos.

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Manifestantes protestam em Queimadas (Cristovão Teixeira/Facebook)

Crys Kelly Alves, militante da Marcha Mundial de Mulheres – Núcleo Aurora do Nascimento, explica que a mobilização faz parte do compromisso político que os movimentos sociais devem assumir em casos como o de Queimadas. “Os movimentos sociais estão encabeçando essa luta porque acreditamos que a ação de massificar essa informação, fazendo a sociedade tomar conhecimento sobre o caso, além de ajudar no processo de julgamento, também funcionará como denúncia de tantos casos que acontecem, não têm divulgação alguma da mídia e por esta razão seguem impunes”.

A militante critica a mídia tradicional por fazer uma cobertura superficial do crime e salienta a importância das mídias alternativas na reprodução da informação íntegra. “Essa mobilização, que vem mais forte no Facebook, é a forma que encontramos de dizer que não nos calaremos perante casos de violência e violação dos direitos das mulheres, por isso gritamos e sentimos que #SomosTodasMulheresdeQueimadas”.

O movimento ainda organizou um protesto que acontece desde às 9h da manhã de hoje em João Pessoa (PB). Além de caminharem pelas ruas da cidade, o grupo se concentra nesta tarde no Fórum Criminal da capital paraibana, onde acontece o julgamento, que se encontra com lotação máxima.


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