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31 de janeiro de 2020, 14h26

Moro exclui miliciano ligado a Flávio Bolsonaro da lista dos criminosos mais procurados do Brasil

Ex-capitão do Bope, líder do Escritório do Crime, responsável pelo assassinato de "inimigos" da milícia de Rio das Pedras, Adriano da Nóbrega, que fez parte do esquema de rachadinha no gabinete do filho de Bolsonaro, está foragido há mais de um ano

Flávio Bolsonaro com Moro e o capitão Adriano (Montagem)

Ex-capitão do Bope, líder do Escritório do Crime, braço da milícia de Rio das Pedras responsável pelo assassinato de inimigos, foragido há mais de um ano da Polícia e homenageado por Flávio Bolsonaro em sessão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Entre os “atributos” elencados de Adriano da Nóbrega, o último deles parece ter feito com que Sergio Moro, ministro da Justiça, excluísse o miliciano da lista de criminosos mais procurados do país.

A lista foi divulgada por Moro na noite desta quinta-feira (30) pelo Twitter, que citou “critérios técnicos”, seguindo orientações de Jair Bolsonaro, para elaboração do rol dos criminosos mais procurados do Brasil.

“A SEOPI/MJSP elaborou, com critérios técnicos e consulta aos Estados, a lista dos criminosos mais procurados. A lista ajudará na captura, e segue a orientação do PR @jairbolsonaro de sermos firmes contra o crime organizado”

Capitão Adriano, como é conhecido, teve mãe e irmã empregadas no gabinete de Flávio Bolsonaro por indicação de Fabrício Queiroz e também é citado na investigação que apura a prática de “rachadinha” no antigo gabinete do filho do presidente.

Além da condecoração recebida por indicação de Flávio, Adriano foi defendido pelo presidente Jair Bolsonaro em discurso na Câmara dos Deputados, em 2005, quando foi condenado por um homicídio.

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