Moro lê discurso em ato de filiação e diz que Bolsonaro traiu “milhões de brasileiros”

O ex-juiz também atacou o Partido dos Trabalhadores e afirmou que o alto desemprego "começou com o PT"

Com mais de 1h de atraso aconteceu nesta quarta-feira (10) a filiação do ex-juiz Sergio Moro ao Podemos. Antes do discurso do grande convidado, o senador Álvaro Dias (PR) afirmou que o “Brasil precisa ser refundado”.

Em seu discurso, Moro afirmou que “não sabe fazer política” e que a sua voz, geralmente, é criticada. “Se eventualmente não sou o melhor para discursar, sou alguém que vocês podem confiar”, disse.

Moro defende Lava Jato

Como era de esperar, o ex-juiz Sergio Moro falou sobre a Lava Jato e afirmou que, como juiz e como ministro, foi a pessoas que mais combateu o crime organizado.

Em um segundo momento, Moro mudou o tom de seu discurso e afirmou que, assim como milhões de Brasileiros, foi traído pelo governo Bolsonaro e que por conta disso não poderia permanecer no Ministério da Justiça.

Moro: desemprego começou com PT

Também fez críticas ao Partido dos Trabalhos e afirmou que o alto desemprego começou nos governos petistas e ainda ironizou o ex-presidente Lula ao falar da Petrobras. “O alto desemprego começou com os governos do PT”, disse.

Em seguida, usou um jargão do ex-presidente Lula para falar da Petrobras. “A Petrobras, o nosso orgulho, foi saqueada como nunca antes na história desse país”, disse Moro.

Por fim, Moro não falou sobre ter sido considerado imparcial nas ações contra Lula e de sua condenação no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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