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06 de julho de 2013, 14h57

Movimentos sociais campesinos cobram mais agilidade do governo em relação à reforma agrária

Onze entidades se reuniram nesta sexta-feira, 5, com a presidenta Dilma Rousseff

Onze entidades se reuniram nesta sexta-feira, 5, com a presidenta Dilma Rousseff

Da Redação

(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

Nesta sexta-feira, 5, movimentos sociais do campo reuniram-se com a presidenta Dilma Rousseff. As entidades cobraram mais agilidade e menos burocracia por parte do governo federal para resolver questões como a reforma agrária e a melhoria dos serviços públicos. Entre as 11 organizações representadas no encontro, estavam o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) e o MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens).

“Elencamos alguns elementos e trouxemos para a presidenta Dilma. É preciso e urgente que o governo se desburocratize e possa fazer mais pelo povo brasileiro. Os pontos centrais discutidos foram a reforma agrária, a saúde e a educação”, afirmou Alexandre Conceição, da diretoria nacional do MST e porta voz do encontro. “Só diálogo não basta, tem que ter política”, enfatizou.

Os movimentos sociais do campo vão participar  das manifestações convocadas pelas centrais sindicais para o dia 11 deste mês, o “Dia Nacional de Luta com Greves e Mobilização”. O ato reivindica o fim do fator previdenciário; jornada de 40 horas sem redução de salários; reajuste para aposentados; mais investimentos em saúde, educação e segurança; transporte público de qualidade; fim do PL 4330,que amplia a terceirização no mercado de trabalho; e o fim dos leilões de petróleo.

Além desta pauta de reivindicações, segundo Conceição, as entidades vão defender a realização de um plebiscito sobre a reforma política. Além de pontos de consulta como o financiamento público de campanhas, defendido pelo governo, os movimentos do campo defendem a inclusão de temas mais amplos sobre a participação popular direta.

“Vamos fazer um debate sobre o plebiscito, em que as questões não sejam apenas de cunho eleitoral, têm que ser de participação política, porque não nos sentimos mais representados por este Congresso, que é financiado pelo grande capital”, disse. “Sempre defendemos o plebiscito, porque sempre defendemos a participação do povo naquilo que vai afetar a vida do povo diretamente”, comentou o membro da diretoria nacional do MST.

Também estiveram presentes na reunião com a presidenta Dilma representantes do MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores), do MMC (Movimento Mulheres Camponesas), da Fetraf (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar), da ANA (Articulação Nacional de Agroecologia), da Abra (Associação Brasileira de Reforma Agrária), da ASA (Articulação no Semiárido Brasileiro), da Pastoral da Juventude Rural e do Movimento Camponês Popular.

Na próxima semana, a presidenta possui reuniões agendadas com indígenas, lideranças evangélicas, organizações de mulheres e do movimento negro.

Com informações da Agência Brasil. 


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