Fórum Educação
04 de Maio de 2007, 19h16

Movimentos sociais discutem enfrentamento aos tratados de livre comércio

A cidade de Havana, Cuba, abrigará o “VI Encontro Hemisférico de Luta Contra Tratados de Livre Comércio e pela integração dos povos” convocado para discutir a construção de estratégias de luta.

Por Adital

A cidade de Havana, Cuba, abrigará de 3 a 5 de maio o “VI Encontro Hemisférico de Luta Contra TLCs (Tratados de Livre Comércio) e pela integração dos povos”. O encontro foi convocado pela Aliança Social Continental (ASC), e o Capítulo Cubano da mesma, para discutir a construção de estratégias de luta frente às diversas expressões das práticas do livre comércio, a dívida externa, a militarização e a OMC (Organização Mundial do Comércio), assim como para a construção e o avanço da integração como parte das alternativas ao modelo neoliberal que propõe o sistema capitalista atual.

Na sede do Palácio de Convenções de Havana, representantes e membros das organizações sociais e políticas da América, indígenas, negros, sindicalistas, camponeses, estudantes, religiosos, ambientalistas, anti-belicistas, defensores dos direitos humanos, criadores, comunicadores, parlamentares, artistas e intelectuais, homens e mulheres de todas as raças e povos das Américas se reunirão e sessões plenárias com o objetivo de realizar articulações e planos de ações comuns em torno dos temas mais relevantes na atual agenda dos movimentos sociais na região.

Os Encontros Hemisféricos já alcançaram êxito na contra a ALCA e contra a política do governo dos EUA para instalar-se na região ao estancar as negociações entorno da ALCA e conseqüentemente sua não aplicação no acordo continental. Mas as tentativas dos países desenvolvidos em fechar tratados comerciais com os países das Américas do Sul e Central não cessaram. As tentativas só tomaram outra forma e foram potencializadas nas figuras dos Tratados de Livre Comércio: os bilaterais, os regionais; e em nível multilateral na OMC.

O que os países do hemisfério enfrentam hoje é uma nova conjuntura. Junto a essa realidade está o avanço da União Européia e seus acordos de associação e EPAs (Acordos Econômicos de Sociedade, sigla em inglês) que são a expressão do livre comércio vinda do continente europeu. Para ASC, todas as políticas vinculadas ao livre comércio “possuem iguais conseqüências de precariedade e dependência para nossos povos, por isso o enfrentamento de tais práticas se converte em uma necessidade atual no sentido de defesa de nossas identidades e da soberania nacional”.

(Adital)


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