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08 de fevereiro de 2012, 19h14

Movimentos camponeses seguem na resistência contra golpe em Honduras

Organizações camponesas hondurenhas, membros da Via Campesina Internacional, mantêm ocupadas as instalações do Instituto Nacional Agrário (INA), desde que se deu o golpe de Estado em Honduras; além disso, as/os camponesas estão integrados desde o princípio nas múltiplas ações que realiza a frente de resistência, porque, segundo seus dirigentes, as/os camponeses são os mais afetados com toda essa deterioração que tem sofrido a democracia hondurenha.

Concepción Betanco, secretária geral da Confederação Hondurenha de Mulheres (CHMC) nos explica: "Nós estamos nessa luta porque o governo de Manuel Zelaya aprovou o decreto 18-2008 para sanear a mora agrária no país e outros benefícios para as/os camponeses".

Com esse decreto se titulariam as terras a favor de muitos grupos camponeses que ocupavam o local há dois anos ou mais. O Instituto Nacional Agrário estava começando a entregar os primeiros títulos de propriedade aos campesinos, quando nos aplicaram o golpe de Estado.

Acrescentou que os/as camponeses não estão dispostos a entregar o Instituto – tomado há semanas – às autoridades nomeadas pelo governo de fato até que se restabeleça a ordem constitucional. As organizações campesinas sempre estiveram em diálogo permanente com o presidente Manuel Zelaya e foi produto desse diálogo que se desenvolveu acordos importantes em benefício do campesinato.

O protesto do dia de ontem (19) da Frente de Resistência se posicionou em frente à Embaixada estadunidense. Em seus 53 dias de luta nas ruas, a Frente exige às autoridades estadunidenses uma resposta contundente e imediata para o restabelecimento da ordem constitucional em Honduras. Os representantes da embaixada manifestaram a dirigentes da frente que estão se desenvolvendo reuniões em Washington, Estados Unidos, para por fim essa problemática em Honduras; além disso, lhes informou que a próxima semana estará em Honduras a comissão de chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA). 

Adital/Via Campesina, por Mabel Marquez


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