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21 de novembro de 2019, 16h21

MPF recua e diz que sentença copia e cola contra Lula não deve ser anulada

A defesa do ex-presidente repudiou a mudança de posicionamento do MPF e disse que o procurador atua com parcialidade

A juíza Gabriela Hardt - Foto: YouTube/Reprodução

O procurador do Ministério Público Federal no TRF-4, Mauricio Gotardo Gerum, mudou de ideia nesta quinta-feira (21) sobre o julgamento da sentença da juíza Gabriela Hardt, substituta de Sérgio Moro na 13ª Vara Federal em Curitiba, sobre o sítio de Atibaia. Antes, Gerum havia defendido o retorno do processo à fase de alegações finais, mas agora sustenta a continuidade do processo por “falta de ética” da defesa.

Segundo o UOL, Gerum argumenta que mudou de posição porque os advogados de Lula “sem maiores compromissos éticos” tentam “buscar a anulação do processo penal como estratégia defensiva de alongar o seu curso e eventualmente garantir que a pretensão punitiva seja atingida pela prescrição”.

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“Ora, a partir dessa percepção de que a própria defesa não acredita nas teses que argui, não há por que o Ministério Público encampar sem maior juízo crítico pretendida declaração de nulidade em razão da apresentação simultânea com os demais réus das alegações finais”, disse Gerum, ao defender a manutenção da sentença, que será julgada no TRF-4 no próximo dia 27.

Repúdio da defesa

O advogado Cristiano Zanin, responsável pela defesa de Lula, repudiou a mudança de posicionamento e disse ser “escandaloso que o procurador regional da República mude sua posição em memorial como uma tentativa de punir o ex-presidente Lula também pelo fato de sua defesa ter obtido uma decisão favorável no STJ”. “O Ministério Público de segunda instância deveria atuar de forma imparcial, como fiscal da lei, mas lamentavelmente não é isso o que está ocorrendo também nesse processo”, afirmou.

O TRF-4 julga no dia 27 se o processo terá a sentença anulada, se volta à fase das alegações finais, seguindo orientação do STJ, ou se continua onde está. Uma outra sentença da juíza Gabriela Hardt foi anulada na segunda instância com o mesmo argumento sustentado pela defesa de Lula: “copia e cola” .


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