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29 de agosto de 2013, 14h13

MPL oficializa ação conjunta com entidades contra o governo paulista

Movimentos sociais acusam o poder público de São Paulo de abuso de poder e violação de direitos constitucionais durante ato do dia 13 de junho

Movimentos sociais acusam o poder público de São Paulo de abuso de poder e violação de direitos constitucionais durante ato do dia 13 de junho

Da Redação

Em entrevista concedida na manhã desta quinta-feira (29), o MPL (Movimento Passe Livre) anunciou que vai oficializar ainda hoje uma ação conjunta com entidades e movimentos sociais contra o governo estadual de São Paulo motivada pela atuação da PM paulista durante os protestos contra o reajuste das tarifas de transporte público, especialmente no ato ocorrido no dia 13 de junho. A organização reivindica a abertura de uma investigação contra Ben-Hur Junqueira, comandante da Polícia Militar, a quem o MPL acusa de abuso de poder.

Policiais disparam contra manifestantes durante ato realizado no dia 13 de junho em São Paulo (Foto: Daniel Kfouri / APublica)

Paralelamente, também será apresentada uma representação à Procuradoria Federal de Direitos do Cidadão, uma vez que os movimentos alegam que existem muitos indícios de que as ações de repressão foram coordenadas por órgãos do governo paulista como a Secretaria de Segurança Pública e o Comando Geral da PM.

O MPL informou que a ação contra o comandante da PM está relacionada com as “detenções para averiguação” realizadas durante o ato. Segundo os movimentos que assinam a ação, foram realizadas mais de 100 prisões deste tipo que, segundo as organizações, é inconstitucional. “Ele mesmo [Ben-Hur Junqueira] admitiu ter feito isso e temos essas declarações gravadas”, afirmou Monique Félix, representante do MPL.

“Felizmente temos um processo de visibilidade a partir de junho. Fazemos agora, mas a repressão que estamos denunciando não é uma exceção, mas sim a lógica da PM. Nossos presos estão emanados com todas as vítimas e todos os presos pela PM. A população arrancou uma vitória em relação ao poder público sobre o aumento da tarifa. Essa é a lógica da polícia, da Justiça e temos que ver quem estão privilegiando e o que precisa ser mudado para ser extinta”, comentou Monique.

Além do MPL, assinam também a ação conjunta as seguintes organizações da sociedade civil: Mães de Maio, Coletivo Desentorpecendo A Razão (D.A.R.), Conectas, Comitê Contra o Genocídio do Povo Preto, Instituto Praxis, Associação Cristãos pela Abolição da Tortura, Marcha Mundial das Mulheres, Uneafro-Brasil, ITTC, Pastoral Carcerária – CNBB, Pastoral da Juventude, Instituto Luiz Gama, Rede 2 de Outubro, Rede Rua, Margens Clínicas e Frente de Esculacho Popular.

Com informações do Portal Terra.


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