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10 de Maio de 2016, 09h00

MST afirma ter encontrado correspondência de Temer em fazenda ocupada

Manifestantes acharam um envelope com timbre da prefeitura local. Nele está escrito "ao Dr Michel Temer" a caneta e uma referência a Enio, prefeito de Duartina (SP). O documento é um pedido de reexame de contas no TCE. Vice-presidente, porém, nega ser o dono da propriedade.

Manifestantes acharam um envelope com timbre da prefeitura local. Nele está escrito “ao Dr Michel Temer” a caneta e uma referência a Enio, prefeito de Duartina (SP). O documento é um pedido de reexame de contas no TCE. Vice-presidente, porém, nega ser o dono da propriedade

Por Redação

Representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) afirmam ter encontrado uma correspondência endereçada ao vice-presidente, Michel Temer (PMDB), na varanda da fazenda ocupada ontem (9) pelo grupo.

De acordo com os militantes, essa seria mais uma comprovação do elo do peemedebista com a propriedade, embora ele negue ser o dono das terras. Nos registros formais, a fazenda está no nome do coronel João Batista Lima Filho, conhecido como coronel Lima.

Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, os manifestantes mostraram a correspondência, que seria um envelope tamanho ofício, com timbre da prefeitura local. Nele está escrito “ao Dr Michel Temer” a caneta e uma referência a Enio, prefeito de Duartina (SP). O documento é um pedido de reexame de contas da prefeitura no Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A reportagem ressaltou que, para chegar ao local, perguntou a moradores da cidade onde era a fazenda Esmeralda. Eles explicaram o caminho e citavam a área como “a fazenda do Temer”. Questionado, o prefeito disse não se lembrar do envelope, mas admitiu que já participou de um evento com o vice-presidente na propriedade, durante a campanha eleitoral de 2010.

Cerca de mil famílias permanecem acampadas na região, em um protesto contra as articulações de Temer para a derrubada da presidenta Dilma Rousseff. A fazenda, apontada pelo movimento como o “QG do golpe”, tem um total de 1500 hectares e está localizada entre os municípios de Duartina, Fernão, Gália e Lucianópolis, nas proximidades de Bauru (SP).


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