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02 de fevereiro de 2012, 09h48

Muhammad Yunus concede micro-créditos

O México será palco de um novo capítulo do projeto lançado pelo economista e Prêmio Nobel da Paz Muhammad Yunus e por seu banco Grameen Bank, que concede micro-créditos a pessoas que lutam para sair da pobreza, baseando-se na confiança dos credores.

Para esta primeira experiência na América Latina, Yunus, formado "Honoris Cause" em Ciência da cooperação pela Universidade La Sapienza de Roma, contará com o apoio de Carlos Slim, o empresário mexicano de origem libanesa mais rico da região latino-americana, graças à Fundação Carso, que atua nas áreas de telecomunicações, mídia, construção e distribuição.

Juntos, os dois apresentaram há alguns dias a Fundação Grameen-Carso, que terá um capital de US$ 5 milhões e que se propõe de utilizar outros US$ 40 milhões para conceder ao menos 80 mil micro-créditos a mexicanos dispostos a aceitar o desafio de progredir em tempos de crise.

Yunus não escolheu o México por acaso, como ele mesmo explica. "Trata-se de um país em que a pobreza atinge entre 60% e 70% da população e o sistema de crédito é praticamente um objeto de monopólio dos grandes institutos bancários privados", como o espanhol BDVA e o norte-americano Citigroup.
"Soube que há empresas financeiras mexicanas que aplicam juros sobre empréstimos aos pobres de até mesmo 100%", comentou.
O governo do presidente Felipe Calderón não esconde que o contragolpe da atual crise financeira pode ser enorme, seja pelo provável retorno à casa de centenas de milhares de imigrantes desempregados que vivem nos EUA, como pela redução das remessas enviadas do exterior às famílias.

Quando começar a funcionar, o banco aplicará para os micro-créditos a mesma filosofia experimentada na Ásia. O crédito será concedido a clientes em condições desfavoráveis que quiserem usar o dinheiro obtido para livrar as famílias da pobreza e não simplesmente para aumentar seus consumos.
Em entrevista coletiva na Cidade do México, Yunus afirmou que "não se trata de fazer mais rico o senhor Slim ou qualquer outro, mas somente de ajudar as pessoas pobres".

Slim, que através da Fundação Carso, realizou numerosas atividades filantrópicas na América Latina, ressaltou pediu para "as mulheres a apresentarem seus projetos ao banco, visto que a experiência em Bangladesh demonstrou que elas, mais do que os homens, valorizam o empenho ético em restituir o dinheiro emprestado".

(Com informações da Ansa)


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