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26 de junho de 2020, 22h49

Mulher de Queiroz estuda fazer delação e contatou dois advogados, diz jornal

Foragida, Márcia Oliveira de Aguiar teme ser presa e pode entregar esquema de corrupção que envolve a família Bolsonaro

Márcia Aguiar e Fabrício Queiroz (Reprodução)

Com prisão preventiva decretada desde 18 de junho e considerada foragida, a mulher de Fabrício Queiroz, Márcia Oliveira de Aguiar, procurou dois escritórios de advocacia esta semana para avaliar os prós e os contras de uma delação premiada.

Ela está disposta a revelar o que sabe sobre o esquema de rachadinhas no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), no Rio de Janeiro. As informações foram apuradas pelo jornal Valor Econômico.

Um emissário de Márcia, falando também em nome da filha dela com Queiroz, Nathália, foi enviado a dois escritórios de advocacia no Rio. Queiroz, que cumpre prisão preventiva em Bangu, já estaria negociando uma delação, segundo a CNN Brasil.

O ex-assessor de Flávio teria sinalizado que ficaria calado desde que a família não fosse presa e a detenção da mulher dele é questão de tempo. Amigo do presidente há quase 30 anos, Queiroz é apontado pelo Ministério público como operador do esquema que consistiria no repasse de parte dos vencimentos de servidores lotados no gabinete de Flávio no Rio, que foi deputado por quatro mandatos até ser eleito para o Senado, em 2018.


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