Mulher que fez ataque homofóbico em padaria de SP já foi presa furtando roupas da Zara

Crime foi flagrado em abril de 2016; na ocasião, alegou sofrer de transtorno psiquiátrico, pagou fiança e foi solta; ela se defendeu da mesma forma agora

A mulher que fez um ataque homofóbico em uma padaria em São Paulo na última sexta-feira (20) já foi presa em flagrante, em 2016,  acusada de furtar roupas em uma unidade da loja de roupas Zara.

Na ocasião, a advogada Lidiane Brandão Biezok alegou estar em “surto”, por sofrer de transtorno psiquiátrico, e por isso teria praticado o crime. Foi a mesma justificativa que ela deu neste domingo (22), em entrevista ao Fantástico, da Rede Globo, para o ataque homofóbico que praticou na padaria dona Deôla, em São Paulo: ela o praticou por ter um transtorno bipolar.

A Fórum obteve uma cópia do boletim de ocorrência policial, do inquérito policial e da denúncia apresentada pelo Ministério Público contra Lidiane.

No dia 5 de abril, a advogada foi a uma loja Zara do Shopping Bourbon, na Pompeia (zona oeste de SP).

A advogada pegou algumas peças e levou ao provador. Segundo o relato que consta no boletim de ocorrência, ela “falava alto e de forma desconexa” dentro da cabine.

 Quando saiu, segundo o boletim de ocorrência, ela deixou alguns itens reservados no caixa, dizendo que voltaria para pagar. As funcionárias foram limpar os provadores e encontraram alarmes de segurança de quatro peças na cabine que ela tinha usado.

Lidiane foi então abordada ainda dentro do shopping. Em sua bolsa, foram encontradas quatro roupas da loja, sempre de acordo com o boletim de ocorrência. O caso foi parar na delegacia. Ao depor, ela justificou o comportamento dizendo que sofria de transtorno psiquiátrico, compulsão, e alegou que estava em surto quando praticou o furto. À polícia, se disse então arrependida do crime.

A Zara informou no inquérito policial que as roupas levadas por Lidiane tinham valor total de R$ 816. A delegada estipulou fiança de R$ 450, que foi paga pela mãe de Lidiane segundo o inquérito policial. Assim, ela não ficou presa.

No inquérito policial, foi anexado um relatório médico que dava conta do transtorno de que ela sofre e os remédios que ela tem que tomar.

Na padaria

A ação de Lidiane na padaria foi filmada por clientes. O vídeo foi parar em redes sociais. Nas imagens, ela aparece agredindo um homossexual, em uma padaria na região da Pompéia, zona oeste de São Paulo. Ela o provoca dizendo “bucetinha no cu” e chega a agredi-lo fisicamente.

Lidiane apagou seus perfis em redes sociais depois que o vídeo viralizou.

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Fabíola Salani

Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.

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Renato Rovai
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