Mulher trans morre ao ser abandonada inconsciente em clínica de estética

Lorena Muniz viajou do Recife para São Paulo para realizar uma cirurgia e estava internada no Hospital das Clínicas; as parlamentares Erika Hilton e Erica Malunguinho acompanham o caso

A Polícia Civil investiga a morte de Lorena Muniz, que foi abandonada em uma clínica de estética no bairro da Liberdade, centro de São Paulo. Muniz estava internada desde o dia 17 no Hospital das Clínicas e veio a falecer neste domingo (21).

Lorena Muniz, que era uma mulher trans, viajou do Recife para São Paulo para realizar uma cirurgia de implante mamário em uma clínica de estética localizada no bairro da Liberdade, em São Paulo. Porém, durante o procedimento houve um incêndio no espaço e Muniz foi abandonada, sendo posteriormente resgatada pelo Corpo de Bombeiros.

De acordo com denúncia do marido de Lorena, Washington Barbosa, Lorena foi abandonada na sala de preparação quando iniciou o incêndio na clínica. Até ser resgatada, Lorena inalou fumaça por mais de sete minutos e foi levada, em estado grave, para o Hospital das Clínicas, onde veio a falecer.

A deputada estadual Erica Malunguinho (PSOL-SP) e a vereadora Erika Hilton (PSOL) acompanham o caso e usaram as redes para comentar o desfecho da história de Lorena Muniz.

“Não tenho muitas palavras diante da atrocidade que é o caso ao qual Lorena foi submetida. É uma realidade que, inclusive, também pode prejudicar pessoas que não são trans. É fundamental que os órgãos competentes fiscalizem esses locais”, disse Malunguinho,

Para a vereadora Erika Hilton, “não devemos medir esforços para traçar uma estratégia jurídica e política para que a clínica, localizada em Taboão da Serra (SP), e seus braços em outras cidades, sejam investigados e responsabilizados, bem como os profissionais responsáveis pelos procedimentos. É indignante, mas não podemos permitir a espetacularização da morte por negligência médica e permitir que o ocorrido com mais uma travesti passe impune. Se não pressionarmos, é o que ocorrerá”, acrescenta.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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Renato Rovai
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