sexta-feira, 18 set 2020
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Mutações do coronavírus descobertas pelos cientistas poderiam torná-lo ainda mais perigoso

Uma equipe de investigadores de Pequim e Shanghai afirma ter detectado mutações do 2019-nCoV (a versão coronavírus que têm provocado a atual epidemia) que podiam indicar uma grande capacidade deste de se adaptar ao sistema imunológico, o que o tornaria muito mais perigoso.

Os vírus são organismos que evoluem conforme o sistema imunológico do seu hóspede também se adapta à infecção que ele causa, e passa a combatê-lo. De acordo com um estudo recente publicado pela revista National Science Review, entre o dia 30 de dezembro de 2019 e a última semana de janeiro de 2020, foram detectadas 17 mutações do coronavírus, o que significaria que o 2019-nCoV tem um alto poder de adaptação.

Outra surpresa foi que parte destas mutações foram encontradas entre os membros de um mesmo grupo familiar, razão pela qual os pesquisadores supõem que a evolução do vírus acontece durante a transmissão de humano a humano.

No entanto, os cientistas asseguram que, por enquanto, não foi detectado nenhuma mudança funcional importante no 2019-nCoV. “Ainda é preciso maior observação sobre a mutação desse vírus para entender melhor suas características, e chegar a conclusões mais precisas sobre o perigo que representa”, afirmam os especialistas chineses.

Nesta terça-feira (4), o número de vítimas fatais do coronavírus subiu para 426, em mais de 20 mil casos na China. Fora do país, há cerca de 2 mil casos, com apenas uma morte – que aconteceu nas Filipinas.

Redação
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