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02 de janeiro de 2020, 14h04

Na Venezuela, Maduro aplicará 76% do orçamento de 2020 na área social

Em entrevista ao Le Monde Diplomatique, o presidente da Venezuela afirma que “o bloqueio econômico, financeiro e comercial imposto pelos Estados Unidos é terrível, mas não nos está impedindo de caminhar na direção certa, em busca da estabilidade econômica e do crescimento”

Nicolas Maduro (Arquivo)

Em entrevista concedida ao célebre jornalista e escritor espanhol Ignacio Ramonet, diretor da versão em espanhol do periódico francês Le Monde Diplomatique, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, realizou um balanço positivo da economia do seu país durante o ano de 2019 e projetou uma melhora ainda maior para este 2020, devido a um importante aumento do investimento na área social.

Segundo Maduro, “apesar das sanções econômicas ilegais, nós trabalhamos para não deixar que os programas sociais perdessem financiamento no ano passado, e para o ano que vem esse gasto será ainda maior, graças a que 76% do orçamento aprovado para este ano de 2020 está destinado a investimentos sociais”.

O mandatário venezuelano também explicou que, devido aos obstáculos impostos pelas medidas estrangeiras, “nós tivemos que regular o gasto do Estado, priorizando a compra de medicamentos, alimentos e insumos vitais. Com isso, a economia começou a ficar mais equilibrada, e boa parte das coisas que importávamos com os recursos do petróleo estatal, agora passaram a ser comprados com o dólar dos impostos ao setor privado”.

Na entrevista, divulgada pelo canal TeleSur, o presidente da Venezuela também afirma que “o bloqueio econômico, financeiro e comercial imposto pelos Estados Unidos é terrível, mas não nos está impedindo de caminhar na direção certa, em busca da estabilidade econômica e do crescimento”.

Maduro também refutou o rótulo de “radical de esquerda”, com o qual alguns meios de comunicação, especialmente estadunidenses (e muitos brasileiros também), utilizam para qualificá-lo. “Eu sou um homem do diálogo, creio que até os assuntos impostos por essa potência do norte chamada Estados Unidos, devem ser tratados com diplomacia e muita capacidade de diálogo (…) por isso estou disposto a conversar até mesmo com o governo de Trump, quando ele quiser”.

Além disso, defendeu o carácter democrático do seu governo, e indicou que, nas próximas eleições parlamentares, todas as correntes políticas contam com as garantias de participação. “Toda a oposição está em condições de participar, nacional e regionalmente, não há qualquer tipo de restrição a nenhum partido ou dirigente”, garantiu.

A respeito do chavismo, corrente político que representa, o presidente venezuelano também afirmou que “nós temos um projeto de verdade, um projeto de país que tem legitimidade e o apoio verdadeiro do povo”.

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