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15 de agosto de 2019, 18h16

“Não é digno de ocupar a Presidência”, diz Márcio Jerry a deputado com dois processos no Conselho de Ética

Exaltado, Boca Aberta deixou a presidência da Câmara para fazer um pronunciamento. Disse que é “macho e honra suas calças”

Foto: Ana Oli

O vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA), ocupou o pequeno expediente da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (15), para enquadrar um dos parlamentares mais controversos da Casa. No Plenário, o parlamentar maranhense afirmou que o deputado paranaense Boca Aberta (PROS-PR) “não era digno de ocupar a cadeira que pertenceu à Ulysses Guimarães”, principal símbolo da luta contra a ditadura militar.

“Quero, em primeiro lugar, me solidarizar com o presidente da Casa, deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), que conduz a Casa com correção democrática, visão ampla, com respeito à pluralidade que aqui existe. Agora, com todo o respeito, quero dizer que o deputado Boca Aberta, […] não é digno de estar na cadeira de Ulysses Guimarães, não é digno de estar na cadeira de Rodrigo Maia”, disse.

“Pelas ofensas que todos os dias Vossa Excelência faz. É um registro em respeito à Casa, à civilidade que deve presidir a relação entre os parlamentares, e se na hora que venho à Tribuna, sob sua Presidência, não faço este registro, me sentiria concordante com as práticas incorretas que ele costumeiramente faz”, seguiu.

Conhecido na Câmara pelas polêmicas em que se envolve, Boca Aberta ganhou notoriedade após a entrega de um troféu ao atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, durante a audiência em que ele compareceu como convidado para explicar as revelações feitas pelo ‘The Intercept Brasil’ e a parcialidade com que conduziu a operação Lava Jato.

Eleito com pouco mais de 90 mil votos, Boca Aberta usou seu capital político para ajudar a alavancar a carreira política do filho, Matheus Viniccius Ribeiro Petriv, o Boca Aberta Júnior, que se elegeu deputado estadual no Paraná em 2018.

Atualmente, Boca Aberta tem ao menos dois processos formalizados no Conselho de Ética da Câmara por ferir o decoro parlamentar e um outro processo à espera de apreciação. Na semana passada, o deputado paranaense também esteve envolvido em mais um escândalo, após fazer ataques à atual presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), ao referir-se a ela como “vaca holandesa”.

Em março deste ano, Boca Aberta também esteve na mídia após uma briga com o vereador da cidade de Londrina, Amauri Cardoso (PSDB). Na ocasião, o deputado disse ter quebrado o nariz, foi levado ao hospital, em uma cena que envolveu agressões físicas entre ambos e que cada uma das partes alegou ser agredida.


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