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03 de fevereiro de 2020, 11h21

“Não me meto nas questões do Judiciário”, diz Bolsonaro sobre PF “inocentar” o filho, Flávio

Relatório que será entregue à Justiça diz que não há indícios de que o filho de Jair Bolsonaro tenha cometido crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica na investigação eleitoral que trata das negociações de imóveis e da sua declaração de bens na eleição de 2018

Bolsonaro com Regina Duarte e ministros no lançamento de pedra fundamental de colégio militar em SP (Foto: Carolina Antunes/PR)

Humilhando Sergio Moro para dar novas chances ao ministro da Justiça, Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (3) que não “interfere nas questões do Judiciário” ao comentar relatório da Polícia Federal (PF) que afirma não haver indícios de crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica no inquérito eleitoral que investiga Flávio Bolsonaro nas negociações de imóveis e na declaração de bens na eleição de 2018.

“Pergunta pra PF, eu não me meto nas questões do Judiciario”, disse Bolsonaro, ao ser indagado sobre o caso.

Sob a responsabilidade do delegado Erick Blatt, o documento que será entregue à Justiça nos próximos dias diz que não há indícios de que o filho de Jair Bolsonaro tenha cometido os crimes de lavagem de dinheiro e de falsidade ideológica na investigação eleitoral que trata das negociações de imóveis e da sua declaração de bens na eleição de 2018.

Segundo Camila Mattoso, na edição desta segunda-feira (3) da Folha de S.Paulo, a investigação em questão teve origem em uma notícia crime feita pelo advogado Eliezer Gomes da Silva com base em reportagem da Folha de janeiro de 2018 que apontava a evolução patrimonial de Jair Bolsonaro, então deputado federal, e seus filhos políticos.

Na denúncia, o advogado destacou o fato de Flávio ter declarado em 2014 e 2016 ser proprietário de um imóvel em Laranjeiras, mas ter atribuído valores distintos ao mesmo bem em cada ano.

Nas reportagens de janeiro de 2018, as primeiras sobre o patrimônio da família, a Folha mostrou que Flávio entrou na política com um Gol 1.0, em 2002. Quinze anos depois, quando se candidatou ao Senado, tinha dois apartamentos e uma sala que, segundo a prefeitura, valem R$ 4 milhões. Ele realizou operações envolvendo 19 imóveis.

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