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20 de novembro de 2019, 12h42

Neopentecostais torturam índios por questões religiosas no Mato Grosso do Sul

Mulheres são chamadas de bruxas e feiticeiras por grupo recém-convertido

As aldeias dos guarani-kaiowá, em Mato Grosso do Sul estão sendo invadidas por indígenas neo-pentecostais que querem impor a doutrina cristã aos povos tradicionais. As principais vítimas do ataques são as mulheres mais velhas das tribos. Responsáveis por serem as guardiãs da cultura e da religiosidade de seu povo, elas são acusadas de bruxaria e feitiçaria pelos evangélicos.

“A intolerância religiosa passou dos limites, homens vestidos de “CRENTES” e outros também lideres ligados a capitania dominados pela doutrina pentecostal e discurso de décadas da igreja, que avançam fortemente nas Reservas Indígenas, usam facas e chicotes para condenar o chamado ‘feitiço’”, escreveu em uma postagem no Facebook, Jaqueline Gonçalves que também é indígena.

Segundo os relatos, os homens fazem agressões utilizando chicotes e facões. “Quantas mulheres Nhandesys e Nhanderus foram criminalizados até os dias atuais tidas como bruxas, feiticeiras, macumbeiras, etc mas a tal igreja é o certo para eles rumo ao CÉU e salvação da vida. Nunca nós os condenamos por ser da pentecostal mas eles sim condenam nossos anciãos rezadores, uma guerra religiosa que atravessa nossos corpos e está nos violentando fortemente”, continua Jaqueline.

 


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