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13 de maio de 2015, 21h32

No Brasil, jovem negro é o que mais morre por disparo de arma de fogo

O Mapa da Violência 2015, que será lançado nesta quinta-feira (14), em Brasília, mostra que o homem, jovem e negro é o principal perfil das vítimas de homicídios por arma de fogo. Morrem por arma de fogo 285% mais pessoas entre 15 e 29 anos do que de outras faixas etárias

O Mapa da Violência 2015, que será lançado nesta quinta-feira (14), em Brasília, mostra que o homem, jovem e negro é o principal perfil das vítimas de homicídios por arma de fogo. Morrem por arma de fogo 285% mais pessoas entre 15 e 29 anos do que de outras faixas etárias 

Por Redação 

Será lançado na manhã desta quinta-feira (14), em Brasília, o “Mapa da Violência 2015 – Mortes matadas por arma de fogo”, estudo de autoria do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz. E os numeros são preocupantes.

Levando em consideração dados oficiais de 2012, o relatório aponta que 2.416 pessoas foram vítimas de armas de fogo no Brasil – uma média de 116 mortes/dia –, das quais 94,5% (40.077) foram resultado de homicídios. Trata-se do maior número de vítimas fatais por arma de fogo já registrado desde que o Mapa da Violência começou a reunir estatísticas em 1980.

A principal preocupação está no aumento do número de mortes entre a juventude e, especialmente, a juventude negra. De acordo com o estudo, todos os anos morrem por arma de fogo no país 285% mais pessoas com idade entre 15 e 29 anos do que de outras faixas etárias.

Além disso, a pesquisa aponta que a taxa de homicídio começa a crescer consideravelmente na faixa dos 16 anos, quando vai de 19,7 jovens mortos a cada 100 mil para 37,1. E a situação é ainda pior quando se trata do jovem negro, a principal vítima desses homicídios. Entre 2002 e 2012, os crimes contra eles cresceram 14,41%.

O relatório completo, com todos os dados, por ser conferido aqui.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil


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