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29 de fevereiro de 2020, 06h49

No governo Bolsonaro, terras indígenas podem receber 40 hidrelétricas

Executivo elaborou um texto que libera nessas áreas a construção de hidrelétricas, além da extração de óleo e gás e atividades como mineração e garimpo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo projeções do Ministério das Minas e Energia, do governo de Bolsonaro, as terras indígenas brasileiras têm potencial para receber 40 hidrelétricas com capacidade de gerar, ao todo, 28 mil megawatts (MW). No início de fevereiro, o governo federal enviou ao Congresso um projeto que regulamenta a exploração de terras indígenas.

Para continuar com sua política contrária às necessidades dos índios, o governo elaborou um texto que libera nessas áreas a construção de hidrelétricas, além da extração de óleo e gás e atividades como mineração e garimpo, de acordo com reportagem de Fábio Amato, do G1.

Na avaliação de Juliana de Paula Batista, advogada do Instituto Socioambiental (ISA), medidas como essa podem ameaçar a sobrevivência das comunidades indígenas. O Instituto é uma organização sem fins lucrativos que atua na área de meio ambiente e direitos humanos.

Impacto

“Uma hidrelétrica atrai de 5 mil a 20 mil trabalhadores. Como que os índios, que são comunidades altamente vulneráveis e que têm cultura específica, vão conviver dentro do seu território com 5 mil, 15 mil, 20 mil trabalhadores? Imagina o impacto social, cultural, ambiental de tudo isso”, destacou.

“Não interessa o quanto vai atingir. Interessa perguntar se essas comunidades indígenas terão condições de manter a sua sobrevivência física e cultural após a construção das hidrelétricas”, acrescentou a advogada, se referindo à afirmação do ministério de que apenas 1% da área total das terras indígenas seria ocupado pelas usinas.


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