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17 de setembro de 2016, 14h33

São Paulo tem novo ato ‘Fora Temer’ neste domingo

Manifestação se reunirá na avenida Paulista para pedir eleições diretas, preservação de direitos trabalhistas e previdenciários e denunciar a violẽncia policial. Centrais sindicais preparam greve geral

Da Redação

Acontece neste domingo (18), a partir das 14h, mais uma manifestação contra o governo de Michel Temer (PMDB) na avenida Paulista. O ato convocado pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo dá continuação à escalada de manifestações que pedem a realização de eleições diretas e combatem as ameaças de perda de direitos lançadas pelo governo federal.

Será o quarto ato pelo “Fora Temer” em São Paulo após a votação no Senado que destituiu a presidenta eleita Dilma Rousseff (PT), no dia 31 de agosto. Segundo a página do evento no Facebook, a manifestação se reunirá em frente ao MASP e não deve sair em passeata, como aconteceu em dias anteriores.

A ação violenta da Polícia Militar, que tem marcado as manifestações contra o governo Temr, também será denunciada na manifestação. A repressão mais grave aconteceu no dia 4, quando a PM atacou manifestantes no Largo da Batata após o término do ato. Diversos relatos mostram que não houve nenhuma provocação por parte dos participantes do protesto.

“Muitos músicos e artistas estão indignados com a violência policial nos atos Fora Temer (muito diferente do que ocorreu nas manifestações em defesa do Impeachment) e querem se somar nas manifestações”, afirma a convocação. Shows e apresentações culturais estão previstos e serão divulgados pela organização.

Greve geral

A luta pela preservação de direitos trabalhistas e previdenciários, ameaçados por propostas do governo Temer, continuará no dia 22, quando as centrais sindicais realizarão um Dia Nacional de Mobilização, com paralisações, passeatas e marchas em todos os estados.

Entre as medidas combatidas estão a idade mínima de aposentadoria de 65 anos, terceirização sem limites, possibilidade de negociações entre patrões e empregados sobre direitos previstos em lei, como férias e décimo terceiro, entre outros.

Segundo o site da CUT, as manifestações serão um “esquenta” para uma greve geral em defesa dos direitos. “O golpe foi contra a democracia, referência de igualdade, justiça social e respeito aos direitos. Foi contra a classe trabalhadora e contra quem mais precisa de emprego decente e políticas públicas. Esse dia 22 será fundamental para acordamos quem ainda não entendeu que o golpe é contra o povo que avançou em direitos e conquistas na última década”, defende o presidente da Central, Vagner Freitas.


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