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27 de junho de 2020, 15h54

Novo Ministro da Educação de Bolsonaro copiou pelo menos 4 trechos de outras teses em mestrado

Trabalho de Carlos Alberto Decotelli também tem trechos idênticos aos de um relatório da Comissão de Valores Mobiliários

O novo ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro, Carlos Alberto Decotelli, copiou pelo menos mais quatro trechos de outras teses de mestrado e textos acadêmicos na introdução de seu trabalho de mestrado, apresentado em 2008 para a FGV Rio de Janeiro, com o título “Banrisul: do PROES ao IPO com governança corporativa”. O levantamento foi realizado pelo UOL e divulgado neste sábado (27).

Na sexta-feira (26), o professor Thomas Conti, do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa, mostrou que a dissertação de Decotelli também tem trechos idênticos aos de um relatório da CVM (Comissão de Valores Mobiliário) do mesmo ano. O relatório não foi citado por Decotelli e nem sequer consta da bibliografia.

De acordo com levantamento feito pelo UOL, Decotelli usou um trecho idêntico na página 18 de sua dissertação à página 111 do texto “Origens e desenvolvimento institucional”, do trabalho de mestrado de Kátia Valéria Araújo Melo e Rezilda Rodrigues Oliveira, apresentado em julho de 2005 —três anos antes de Decotelli.

Outro trecho da página 18 do trabalho de Decotelli é quase idêntico às páginas 32 e 33 da dissertação de mestrado de Júlio César de Paiva de 2006, de título “Institucionalização da garantia do status sanitário na cadeia produtiva da avicultura de corte”.

A reportagem aponta que trecho da página 20 que Decotelli coloca como de sua autoria é igual ao texto “Teoria institucional e dependência de recursos na adaptação organizacional: uma visão complementar”, de Carlos Ricardo Rossetto e Adriana Marques Rossetto”, publicado em janeiro/junho de 2005, pela Universidade do Vale do Itajaím em Santa Catarina (Univali).

Na página 24 de seu trabalho, Decotelli copia trecho da páginas 33 e 34 dissertação de mestrado em Economia de Julieda Puig Pereira Paes, “Criação” de Moeda e Ciclo Político, publicada em junho de 1996.

Ao final da de sua dissertação, Decotelli faz referência de forma genérica apenas aos textos de Rossetto e de Kátia Valéria Araújo Melo e Rezilda Rodrigues Oliveira, na bibliografia. Os outros nem são mencionados.

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