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24 de maio de 2016, 18h51

“NSA, o que é isso?”, questiona novo chanceler José Serra

O desconhecimento do novo chanceler brasileiro José Serra sobre assuntos de política externa ganhou espaço nas redes sociais, nesta terça-feira (24). Em entrevista concedida ao Estado de S. Paulo, no último domingo, ao ser questionado sobre as relações com Washington e a espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos, o novo ministro deixou escapar: “NSA, o que é isso?”

Por Jornal GGN

O desconhecimento do novo chanceler brasileiro José Serra sobre assuntos de política externa ganhou espaço nas redes sociais, nesta terça-feira (24). Em entrevista concedida ao Estado de S. Paulo, no último domingo, ao ser questionado sobre as relações com Washington e a espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos, o novo ministro deixou escapar: “NSA, o que é isso?”.

A resposta ocorreu após outra pergunta sobre o passado de Serra na UNE (União Nacional dos Estudantes), se isso o apontaria como “antiamericanista”. “Não é bem assim, mas, de todo modo, não tenho condições agora de revisar a minha biografia e o que eu pensava a respeito”, disse ainda, completando que conheceu “muito de perto” a política norte-americana.

“Tive uma experiência pessoal que foi muito importante, quando passei parte do meu exílio nos Estados Unidos, nas Universidades de Princeton e Cornell, e comecei a conhecer a sociedade e a democracia americanas muito de perto. Daria uma outra entrevista eu contar o impacto que eu tive ao viver o cotidiano e junto à base da sociedade a democracia americana”, afirmou.

Em seguida, a pergunta: “O sr. assume num momento em que o Brasil precisa revigorar as relações com Washington, depois que elas ficaram esgarçadas pela contaminação ideológica no Brasil e pela espionagem da NSA até da presidente…”. “NSA, o que é isso?”, questionou, emendando rapidamente: “Os EUA são uma peça essencial do mundo contemporâneo, embora já não tão dominante como no passado (…) Nossa relação com os EUA é secular e fundamental e deve com certeza se tornar mais próxima no comércio”, disse.

A declaração foi motivo de piada nas redes sociais:

Não é o primeiro furo dado pelo novo chanceler. Durante a visita à Argentina, onde está desde domingo (21) em agenda de Relações Exteriores, José Serra foi questionado sobre a repercussão do grampo do ex-ministro Romero Jucá, que sugeria um “pacto nacional” para “estancar a sangria” da Operação Lava Jato.

Serra não se deteve a precauções e elogiou a atuação de Jucá no Ministério do Planejamento. “O senador Romero Jucá vinha tendo excelente desempenho como ministro”, disse. E completou afirmando que tem o “sincero desejo” de que o senador volte a ser ministro.

“O que espero é que ele resolva os problemas que o levaram a pedir licença e volte [a ser ministro]. É meu sincero desejo”, afirmou a jornalistas, na embaixada do Brasil em Buenos Aires.


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