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07 de julho de 2014, 16h09

O encaixe dos semifinalistas

Semifinais

As semifinais da Copa do Mundo 2014 apresentam, após algumas surpresas na primeira fase, quatro seleções tradicionais para a disputa. Já nas quartas de final, chegaram as seleções que lideraram seus grupos.

É importante explicar estratégias básicas das equipes semifinalistas e como elas se encaixam em outras equipes. O que queremos dizer é que a maneira de jogar de uma seleção pode ser mais favorável a um tipo de adversário que a outro.

Todos viram como a Holanda suou para vencer a Costa Rica nas quartas de final. Essa dificuldade já era prevista. Por quê? Porque a Holanda é um time de contra-ataque, que fica esperando o adversário no campo de defesa. O problema que a Costa Rica também é. Inclusive, ambas utilizaram um esquema tático com cinco defensores: o 5-3-2 no caso da Holanda e o 5-4-1 no caso da Costa Rica.

Tá. E por que a Holanda pressionou a Costa Rica e não o contrário? Por duas razões: a Holanda tem uma equipe tecnicamente superior e a Costa Rica não tinha mais nenhuma “obrigação” na Copa. Os caribenhos fizeram História ao chegar às quartas de final. O que viesse, dali pra frente, era lucro. A Holanda, por outro lado, tinha a “obrigação” de vencer por ser uma seleção com mais tradição no futebol. As expectativas são maiores. Sim, meus amigos, isso conta muito no futebol.

Então, resumindo, o encaixe Holanda-Costa Rica era favorável à Costa Rica. Assim como o encaixe Brasil-Colômbia era favorável ao Brasil. A Colômbia é uma seleção mais aberta, que gosta de jogar, que busca o gol. Isso abre espaços e, nesse caso, vence a seleção tecnicamente melhor ou mais bem armada. Ao menos em tese…

O encaixe Holanda-Argentina favorece a Holanda. Já o encaixe Alemanha-Brasil, num primeiro olhar, favorece a Alemanha, que é tecnicamente superior e mais bem armada. Entretanto, os espaços que serão abertos podem favorecer o contra-ataque brasileiro. Então a final será Holanda x Alemanha? Não. Outros fatores interferem. Por exemplo: o fator casa, o gol no início do jogo, o erro de algum jogador, a bola parada, uma expulsão ou outros acontecimentos do jogo.

Força mental

Um fator fundamental, além de tudo que foi dito, é o psicológico. A força mental de uma equipe é algo importantíssimo. O peso da camisa, a freguesia, a falta de títulos, a expectativa externa, tudo isso conta.

A Espanha — com técnica, estratégia e esquema tático consistente — conseguiu superar tudo isso de 2008 até 2013. A Argentina pode superar com a atuação de sua estrela, Messi. A Alemanha com as mesmas armas da Espanha. A Holanda com Robben e os jogos mentais de seu treinador, van Gaal.

O Brasil está se desfazendo, aos poucos, do peso de jogar em casa e pode transformar isso em força. Em campo, o Brasil pode se aproveitar dos espaços que a Alemanha vai deixar e usar o contra-ataque. É uma possibilidade real. Os defensores alemães são lentos e jogam muito adiantados. Viram como o goleiro Neuer tem que sair a todo momento para salvar a equipe? Bom, analisaremos melhor em outro post.


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