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12 de Maio de 2016, 22h25

O golpismo traduzido em uma imagem

Pouco antes do primeiro pronunciamento do vice-presidente Michel Temer (PMDB) após o afastamento da presidenta eleita, o peemedebista sussurra ao candidato derrotado nas eleições de 2014, que sequer cargo no novo governo tem

Por Redação

Os sorrisos, as risadas, a ausência de mulheres, negros ou qualquer tipo de minoria entre os ministros escolhidos pelo vice-presidente Michel Temer em seu primeiro pronunciamento após assumir o lugar da presidenta eleita afastada não foram suficientes para escancarar o golpismo que permeia todo o processo de impeachment.

Pouco antes de sua fala, Temer sussurra com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o candidato derrotado por Dilma em 2014 que, desde então, não reconhece sua derrota e tenta derrubar a presidenta. Os motivos que levaram o tucano a estar tão à vontade ao lado de Temer neste momento – sendo que sequer cargo no novo governo tem – são, no mínimo, sugestivos.

Em tempo: José Serra (PSDB-SP), recém empossado ministro das Relações Exteriores e que foi outro tucano derrotado pela presidenta nas eleições, também esteve presente e entrou no governo sem ter sido eleito para tal.

Foto: Reprodução/NBR

 


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