No rastro do óleo do Nordeste
11 de janeiro de 2014, 22h48

Obama e Ban Ki-moon lamentam morte; Hamas e Fatah qualificam Sharon de criminoso

Movimentos palestinos lamentaram que o antigo governante de Israel não tenha sido levado à Justiça internacional

Movimentos palestinos lamentaram que o antigo governante de Israel não tenha sido levado à Justiça internacional

Por Agência Brasil* Foto de capa White House

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje (11) que o ex-primeiro-ministro Ariel Sharon “foi um líder que dedicou a vida ao Estado de Israel”. Em mensagem à família de Sharon e ao povo israelense, Obama reiterou o compromisso americano com a segurança do país e o empenho na existência de dois Estados – Israel e Palestina – que “vivam lado a lado em paz e segurança”.

O ex-premiê israelense Ariel Sharon morreu hoje, aos 85 anos, depois de oito anos em estado de coma.

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, definiu Sharon como “um herói para seu povo” e convocou os israelenses a aplicar o legado e o pragmatismo do ex-premiê nas atuais negociações de paz com os palestinos. “Ao longo de uma vida dedicada ao Estado de Israel, Ariel Sharon foi um herói para o seu povo, primeiro como soldado e depois como estadista”, disse o secretário-geral da ONU.

O ex-presidente Bill Clinton e sua mulher, a ex-secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton, também divulgaram mensagem pela morte de Sharon. Para os Clinton, o líder israelense “deu a vida” por seu país. “Foi uma honra trabalhar com ele, discutir com ele e vê-lo sempre tentando conseguir encontrar o melhor caminho para seu país”, diz a mensagem.

Os movimentos palestinos Hamas e Fatah, no entanto, qualificaram Sharon de criminoso e lamentaram que o antigo governante de Israel não tenha sido levado à Justiça internacional. “Sharon era um criminoso, responsável pelo assassínio de [Yasser] Arafat [líder palestino morto em 2004], e nós esperávamos que ele comparecesse perante o Tribunal Penal Internacional enquanto criminoso de guerra”, disse Jibril Raboub, dirigente da Fatah.

Já o Hamas, que detém o poder na Faixa de Gaza, classificou de “momento histórico” o desaparecimento de Sharon, um “criminoso cujas mãos estavam cobertas de sangue palestino”.

*Com informações da Agência Lusa


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