No rastro do óleo do Nordeste
23 de outubro de 2014, 09h49

“Ódio ao PT parece ódio de classe”, afirma Lula em ato com militantes

Em discurso na cidade de Porto Alegre (RS), o ex-presidente afirmou que a população mais rica não tolera o combate às desigualdades sociais: “A elite podia mandar seus filhos estudarem na Europa e filho de pobre não tinha que querer estudar, tinha que ser pedreiro”.

Em discurso na cidade de Porto Alegre (RS), o ex-presidente afirmou que a população mais rica não tolera o combate às desigualdades sociais: “A elite podia mandar seus filhos estudarem na Europa e filho de pobre não tinha que querer estudar, tinha que ser pedreiro”

Por Redação

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de um ato, em Porto Alegre, pela reeleição do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e da presidenta Dilma Rousseff, ambos do Partido dos Trabalhadores. A mobilização reuniu 5 mil militantes no centro da capital gaúcha. Lula discursou sobre as políticas públicas implementadas nos últimos 12 anos e destacou que não entende o “ódio ao PT” de parte da sociedade.

Em sua fala, o ex-presidente citou os avanços do país na área de Educação. “A única razão para isso é que a elite podia mandar seus filhos estudarem na Europa e filho de pobre não tinha que querer estudar, tinha que ser pedreiro. Precisou um operário chegar na presidência da República para fazer mais universidades em oito anos do que eles fizeram em 70″, disse.

Lula afirmou que a resistência de algumas pessoas ao partido se deve ao fato de que, pela primeira vez, houve uma medida séria de combate às desigualdades sociais. “Quando o filho de um trabalhador ia imaginar que ia estudar em Paris? Essa loucura contra o PT não é divergência política, parece ser um ódio de classe. Antes, só o filho do rico podia ir pra Miami, hoje o filho do pobre também pode ir pra Miami ver o Mickey”, falou.

O petista ainda criticou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que chamou os eleitores de Dilma de “desinformados”, e disse que não pode permitir um retrocesso no país. Por fim, pediu à população que dê a ele a vitória de Dilma e Tarso como presente de aniversário, já que completa 69 anos na próxima segunda-feira, um dia depois das eleições.

Foto de capa: Ricardo Stuckert / Instituto Lula


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