Diretor da Cerimônia de abertura das Olimpíadas é demitido após fazer “piada” com Holocausto

O diretor artístico da abertura dos jogos olímpicos, Kentaro Kobayashi, pediu desculpas e afirmou que a sua fala faz parte de uma época em que “não conseguia fazer as pessoas rirem”

O diretor artístico da Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, Kentaro Kobayashi, foi demitido após fazer uma “piada” com o holocausto.

De acordo com comunicado do Comitê Olímpico, a “piada” foi feita há mais de duas décadas, mas só agora tomaram conhecimento.

“Soubemos que, durante um espetáculo no passado, ele usou uma linguagem burlesca ao se referir a este trágico episódio do passado”, declarou Seiko Hashimoto, chefe do Comitê Olímpico.

O fato veio a público após um vídeo ser divulgado na madrugada desta quinta-feira (22).

No vídeo, que foi gravado em 1998, Kobayashi aparece com outro ator interpretando comediantes infantis famosos na televisão japonesa.

Em dado momento, ele se refere a alguns bonecos como “aqueles que você disse da última vez: ‘Vamos brincar de Holocausto!'”.

Após o vídeo ser tornado público, Kobayashi se manifestou e pediu desculpas.

“Era uma época em que eu não conseguia fazer as pessoas rirem da maneira que queria, então acho que estava tentando chamar a atenção das pessoas de forma superficial”.

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Por fim, a demissão de Kobayashi acontece a menos de 24 horas da cerimônia de abertura, que acontece nesta sexta-feira (23).

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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