OMS: Brasil tem 30% dos novos contágios por coronavírus no mundo em 24h

De acordo com relatório da instituição, de cada quatro vítimas mortais no continente americano, uma é brasileira

Relatório publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (5) aponta que o Brasil é o novo epicentro da pandemia e, mais uma vez, registrou o maior número de infecções por coronavírus no mundo nas últimas 24 horas.

Segundo a OMS, foram registrados 71,7 mil novos casos em um dia, contra 65 mil nos EUA. O Brasil ainda representa 30% das novas infecções no planeta no período avaliado. A OMS, contabilizou, no mundo, 240 mil casos extras.

Pelo segundo dia consecutivo o Brasil é o líder mundial, indo na contramão dos outros países, que tem apresentado redução no contágio e nas mortes, informa a coluna de Jamil Chade, n UOL.

Como o boletim da OMS é mundial, ele possui um delay. Dessa maneira, não consta do levantamento o último dado divulgado pelo Ministério da Saúde com 75 mil novos infectados nesta quinta-feira, um volume ainda superior aos dados divulgados pela entidade.

Ainda segundo o relatório da OMS, em termos de dados semanais, o Brasil se aproxima dos EUA e deve superar a marca americana nos próximos dias, caso a taxa diária seja mantida. Foram 394 mil novos casos no Brasil nos últimos sete dias, contra 439 mil nos EUA. Em dezembro, os estadunidenses registram 1,6 milhão de novos casos, contra 310 mil no Brasil.

Na categoria morte, o Brasil também se aproxima dos EUA: na última semana, foram 13,5 mil mortes nos EUA, contra 9,3 mil no Brasil. Nas 24h analisadas pela OMS, foram 1,94 mil nortes no EUA, contra 1,91 mil no Brasil. No mundo, os novos óbitos somaram 6,4 mil em dia.

Em números totais, o Brasil permanece em terceiro lugar com 10,7 milhões de casos de pessoas infectadas; a Índia tem 11,1 milhões; e os EUA tem 28,4%. Mas, a população americana supera a brasileira em mais de 100 milhões de pessoas.

A OMS também alertou que o Brasil vai na contramão do mundo quando analisado os números de mortes: foram 2,1 mil mortes no EUA, contra 1,6 mil no Brasil, que registrou um salto no número de mortes no período entre 21 e 28 de fevereiro, enquanto a média global apresenta um recuo importante.
Nos sete dias até o dia 28 de fevereiro, quando o Brasil somou 8070 mortes, mais de 12% de todos os mortos no mundo. De cada quatro vítimas mortais no continente americano, uma é brasileira.

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No mês de dezembro, o Brasil registrava 5,8 mil mortes por semana. Em meados de janeiro de 2021, foram cerca de 6,7 mil vítimas fatais. Ao término do mês, a taxa era de 6,9 mil.

Por fim, o chefe de operações da OMS, Mike Ryan, classificou a situação brasileira como uma “tragédia”.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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