segunda-feira, 21 set 2020
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Operação da Polícia Federal indica que incêndios no Pantanal têm origem criminosa

Investigadores apreenderam documentos e celulares de fazendeiros do Mato Grosso. Ataques ao bioma teriam como objetivo criar área de pasto em local de mata nativa

A Polícia Federal apreendeu documentos e celulares de fazendeiros do Mato Grosso do Sul na Operação Matáá, iniciada na noite da última segunda-feira (14). O objetivo de investigar as queimadas que estão destruindo o Pantanal, o maior bioma úmido do mundo.

Segundo as equipes da PF, indícios apontam para queimadas propositais, que visam formar área de pasto para a criação de gado em locais de mata nativa. A investigação identificou que quase 25 mil hectares dos cerca de 815 mil já foram devastados pelo fogo neste ano.

“As queimadas começaram em fazendas da região, em espaços inóspitos, dentro das fazendas, onde não há nada perto, o que nos faz entender que não pode ser acidente. Teoricamente, alguém foi lá para isso (colocar fogo)”, afirmou o delegado Alan Givigi, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

“O fogo nesse caso seria para queima da mata nativa para fazer pasto. Já que não pode desmatar, porque é área protegida, coloca fogo e o pasto aumenta, sem levantar suspeita”, completou. 

Até o agora foram cumpridos quatro de dez mandados de busca e apreensão, sendo dois na capital Campo Grande, e outros dois em Corumbá, onde estão concentradas as ações. Os seis mandados restantes são na zona rural de Corumbá, em propriedades onde imagens de satélite identificaram a origem do fogo.

Com informações do Estadão

Redação
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