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02 de junho de 2020, 19h51

Oposição a Bolsonaro alcança maior marca no debate público, diz FGV

Monitoramento do Twitter mostra que 80% das mensagens no domingo dos protestos era contra o governo, com convergência inédita em movimento contra o fascismo e o racismo

FGV

Dados da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da FGV (DAPP), com base na análise de 6,5 milhões de postagens, indicam que nas discussões relacionadas aos protestos do último domingo, a oposição alcançou a maior proporção no debate público nacional desde o início da pandemia do coronavírus.

Os setores alinhados ao atual governo somam apenas 12% dos perfis . Ou seja, 4 a cada 5 usuários das mídias digitais posiciona-se no campo da oposição, que soma mais de 80% do volume total de menções.

O que antes era um grande movimento de oposição à postura de Bolsonaro diante da pandemia, vai se transformando em um movimento antifascista e, com os acontecimentos nos EUA, anti-racista.

A entrada no debate de influenciadores com grande alcance e historicamente não-alinhados a nenhum polo político, contribuiu sobremaneira para este processo. E o bolsonarismo segue bastante isolado. Não deixa de ser um sopro de esperança em tempos tão difíceis.

Segundo o DAPP, houve uma convergência inédita entre os críticos de Bolsonaro, superior à saída de Luiz Henrique Mandetta ou de Sergio Moro. É a primeira vez desde o início da pandemia do novo coronavírus, o campo de oposição ao governo ultrapassou 80% dos perfis engajados no debate.


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