Oposição quer CPI para apurar uso do GSI na defesa de Flávio Bolsonaro

Alessandro Molon (PSB-RJ) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) coletarão assinaturas para investigar ação do órgão do governo no caso em que o filho do presidente é suspeito de “rachadinhas”

A oposição ao governo Jair Bolsonaro (sem partido) quer instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso para investigar se o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) atuou de alguma forma na defesa do Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no caso das chamadas “rachadinhas”.

O episódio é uma investigação sobre suposto esquema de corrupção na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no qual assessores de Flávio devolveriam parte de seus salários. As apurações apontam que ele era comandado por Fabrício Queiroz, então assessor de Flávio quando este era deputado estadual e amigo de Bolsonaro, pai.

A alegação da defesa de Flávio é que seria um assunto de segurança institucional por ser ele integrante da família do presidente da República. O caso foi revelado pelo jornalista Guilherme Amado, da Revista Época.

Para instalar a CPI, o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) devem iniciar a coleta de assinaturas na próxima terça-feira, 27.  A intenção deles é que seja uma CPI mista das duas casas, mas vai depender do apoio que obtiverem. São necessárias 171 assinaturas para a instalação da comissão na Câmara e 27 no Senado. O PT já disse que seus parlamentares vão assinar o pedido de CPI.

“É gravíssima a informação de que o presidente usou o cargo e as instituições para tentar livrar o filho de investigação criminal. Estamos coletando assinaturas para instalar CPI e representamos à PGR e ao MP para que investigações sejam feitas”, escreveu Molon em seu Twitter.

Ao site Congresso em Foco, o líder do PSB disse: “Não é assunto de segurança familiar, mas de blindagem da família contra a aplicação da lei. Vamos tomar todas as medidas para apurar esta gravíssima denúncia que, se comprovada, constitui claramente crime de responsabilidade”.

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Fabíola Salani

Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.

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Renato Rovai
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