quarta-feira, 30 set 2020
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Oscar vai exigir mais diversidade nos filmes e na produção a partir de 2024

Academia de cinema dos EUA anunciou novos critérios obrigatórios para indicar correntes na principal categoria da premiação

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (8) novas exigências para que produções sejam indicadas à categoria de melhor filme do Oscar a partir de 2024 com o objetivo de aumentar a diversidade da indústria.

A principal categoria da mais famosa premiação de cinema do mundo devem atender pelo menos dois de quatro critérios, todos focados em minorias ou grupos hoje menos representados no filmes e no processo de produção, como negros, latinos, mulheres e pessoas com dificiência.

Um critério é ter membros de minorias em papéis de protagonistas ou coadjuvantes, ou no mínimo 30% do elenco composto por estes grupos ou ainda ter a narrativa principal focada nestes grupos.

Outro é ter um número determinado de membros de minorias em cargos de liderança ou em 30% da equipe geral formada por membros destes grupos. Um terceiro é oferecer cargos pagos de estágio ou de aprendizado para minorias nos estúdios, distribuidoras e produtoras, além de vagas de oportunidades de desenvolvimento de habilidades e de treinamento para membros destes grupos em cargos menores na equipe de produção.

Por fim, os filmes também pode optar por atender o critério de ter cargos de liderança nos estúdios e/ou produtoras preenchidos por membros de minorias ou grupos pouco representados nas equipes de marketing, distribuição e/ou publicidade.

As exigências serão observadas a partir de fiscalizações das gravações e do diálogo entre a Academia e cineastas e distribuidoras. Todas as demais categorias devem manter seus requisitos atuais.

Ricardo Ribeiro
Ricardo Ribeiro
Correspondente da Fórum na Europa. Jornalista e pesquisador, é mestre em Jornalismo e Comunicação pela Universidade de Coimbra e doutorando em Política na Universidade de Edinburgh. Trabalhou na Folha de S.Paulo, Agora e UOL, entre 2008 e 2017, como repórter e editor.