Pai de Henry Borel, Leniel se desculpa com o filho por “não ter protegido muito mais você”

Mãe e padrasto foram presos na manhã dessa quinta; investigadores descobriram que o padrasto agredia o menino com chutes e golpes na cabeça

O pai de Henry Borel, Leniel, publicou um vídeo nas redes sociais onde o filho aparece dançando acompanhado de um texto onde se desculpa por não o ter protegido “muito mais”.

“Henry, 30 dias desde que te dei o último abraço. Nunca vou esquecer de cada minuto do nosso último final de semana juntos. Deixar você bem, cheio de vida, com todos os sonhos e vontades de uma criança inocente”, lamentou.

Em outro momento, Leniel pede desculpas ao filho. “Desculpe o papai por não ter feito mais, lutado mais e protegido você muito mais”, disse.

Leia também: Polícia do Rio prende Dr. Jairinho e mãe de Henry Borel por assassinato do menino de 4 anos

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta quinta-feira (8) o vereador Dr. Jairinho (Solidariedade) e a namorada, Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, menino de 4 anos que morreu no dia 8 de março. Segundo informações do G1, investigadores afirmam que a criança foi assassinada.

Henry Borel foi levado já morto pelo vereador e a mãe do menino a um hospital na Barra da Tijuca, no dia 8 de março. A criança apresentava diversas lesões pelo corpo.

As investigações concluíram que Dr. Jairinho agredia o enteado com chutes e golpes na cabeça e que Monique sabia disso pelo menos desde fevereiro. O casal também é suspeito de atrapalhar as investigações e de ameaçar testemunhas para combinar versões.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).