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04 de julho de 2007, 18h22

Para diretor-geral da OMC, África depende da Rodada de Dohada

Preocupado com os impasses na liberalização comercial, Pascal Lamy defende que corte de subsídios agrícolas de países ricos é uma necessidade para países africanos se desenvolverem

Em artigo traduzido e publicado pela Agência Envolverde, Pascal Lamy, diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), defende que os países africanos dependem do sucesso da Rodada de Doha para garantir a expansão agrícola. As negociações na entidade esbarra no subsídios agrícolas dos Estados Unidos, tarifas alfandegárias da União Européia e acesso a mercados nos países em desenvolvimento (como o Brasil).

No texto, Lamy diz ter encontrado um ponto de consenso entre as partes. “Se a Rodada de Doha não encerrar com êxito, haverá prejuízos (…) – de maneira devastadora – para os países em vias de desenvolvimento”, escreveu. “Um fracasso quanto à redução da distorção dos subsídios aplicados pelas nações desenvolvidas significará perder a oportunidade para estimular o crescimento da expansão da produção agrícola na África. Este é particularmente o caso dos exportadores africanos de algodão, que viram cair significativamente a produção nos últimos anos como resultado das distorções no mercado dessa matéria-prima”, sustenta. A queda de barreiras alfandegárias, segundo ele, também beneficiariam o continente mais pobre do planeta.

Endereço certo Ao apelar para as vantagens à África, Lamy defende o lado favorável de Doha aos países mais pobres. Os países desenvolvidos atribuem a Brasil e Índia o novo impasse ao não aceitar a facilitação de acessos a seus mercados.

A liberalização dos serviços beneficiaria alguns países africanos com destaque, já que o setor responde por boa parte da economia em muitos países. “Na África do Sul, por exemplo, [o setor de serviço] significa, aproximadamente, 65% do PIB e cerca de 70% do emprego formal”, avalia. “Não pode haver uma discussão sobre comércio interno africano sem tratar da questão do setor de serviços.”

Na linha de “ajudar” os países pobres, o diretor-geral menciona um pacote de apoio ao comércio para ajudar essas nações em problemas de fornecimento, incluindo os das deficiências no transporte e nas redes de infra-estrutura do comércio em geral.

Leia a íntegra do artigo na Envolverde


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