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06 de junho de 2007, 16h03

Para Lula, TV pública não deve ser chapa-branca

No encerramento do I Fórum Nacional de TVs Públicas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu uma TV pública que priorize a qualidade do conteúdo produzido e dos profissionais que nela atuarão.

No encerramento do I Fórum Nacional de TVs Públicas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu uma TV pública que priorize a qualidade do conteúdo produzido e dos profissionais que nela atuarão. Segundo ele, pensar e debater sobre um modelo de televisão que vá apenas “falar bem” dos governantes não é de interesse da sociedade e do governo. “Não queremos uma coisa chapa-branca, porque o mal dela é que ela se desmoraliza por ela mesma. Não adianta se fazer algo para falar bem do ministro da Cultura ou do presidente da República. Isso não dura três meses. O que precisamos fazer é o que começamos aqui. Ouvir os setores envolvidos e pensar em algo de qualidade. Nosso empenho é para fazer o que de melhor conseguirmos fazer, dentro dos nossos limites”, afirmou contrariando os rumores de um interesse do governo em criar uma “TV Lula” e não uma televisão pública de fato e independente.

Durante quatro dias do encontro, representantes da sociedade civil, governo, produtores independentes, comunicadores, acadêmicos e militantes do movimento social debateram os rumos da TV pública no Brasil e concluíram que o país precisa de uma televisão pública independente, democrática e apartidária. Foram nove meses de discussões que resultaram nesse primeiro encontro e dele saiu um manifesto com sugestões e propostas para a consolidação de um novo modelo de TV pública para o Brasil.

Agência Brasil

Na semana que vem, os grupos de trabalho responsáveis pelo tema, já voltam a se reunir para dar continuidade ao debate da implementação da TV pública. É preciso, além de fechar o projeto a ser encaminhado ao Congresso, pensar ainda na forma como ele será encaminhado. Se por Medida Provisória ou Projeto de Lei.

Para o ministro da Cultura, Gilberto Gil, um dos principais promotores do debate, a presença de Lula no encerramento do encontro dá a importância do debate e mostra o compromisso do governo em levar adiante a proposta. “É um compromisso do governo que essa carta se torne realidade. E sua presença é a garantia disso”, afirmou Gil.

Entre as principais reivindicações da Carta de Brasília está o pedido de que o Fórum se transforme em um espaço permanente de interlocução e de construção de políticas republicanas de comunicação social, educação e cultura. “O debate da TV pública e da própria formulação de políticas para a área de comunicação social sai daqui fortalecido e com provas de que estamos no caminho certo. Já é um bom começo”, disse o presidente da Associação Brasileira de Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), Jorge da Cunha Lima.

 


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