Paraguai explode em protestos e ensina ao Brasil como se faz com um presidente genocida; veja vídeo

Após protestos, ministro da Saúde renunciou e ainda não há previsão da chegada de vacinas contra a Covid-19

Milhares de pessoas ocupam as ruas do Paraguai desde a noite dessa sexta-feira (5). Os manifestantes querem a renúncia do presidente Mario Abdo Benites Filho, que acusam de má gestão frente à pandemia.

O ato da sexta-feira reuniu mais de 10 mil pessoas no centro de Assunção e, além da renúncia do presidente, a outra motivação dos protestos é a péssima gestão de combate à pandemia, escassez de insumos médicos e a lentidão na aquisição da vacina contra a Covid-19.

A polícia reprimiu com violência os manifestantes e pelo menos 20 pessoas ficaram feridas. Após os atos, o ministro da Saúde, Julio Mazzolei, renunciou ao cargo.

Se em 2022 o Paraguai apresentou uma resposta eficiente ao controle da pandemia, agora o país está mergulhado em uma crise sanitária sem precedentes. Os mortos pelo vírus somam 3.278 e há mais 160 mil contaminados. Até este momento, o país recebeu apenas 4 mil doses de vacina e não há previsão de novos lotes.

Anterior aos atos de sexta-feira, médicos, enfermeiros, pacientes e seus familiares têm ido às ruas desde quarta-feira para denunciar a falta de medicamentos do sistema de saúde do Paraguai.

Profissionais do sistema de saúde afirmam que não há remédios para quimioterapias, sedativos para entubados e muito menos vacina contra a Covid-19.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).