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08 de fevereiro de 2012, 19h14

Paralisações, marchas e jornadas de luta seguem pela volta de Zelaya

Professores de Honduras iniciaram, nesta quinta-feira (17), uma nova paralisação de 48 horas contra o governo golpista de Roberto Micheletti que, em 28 de junho, depôs o presidente Manuel Zelaya.

A greve faz parte da resistência da Frente Nacional contra o golpe de Estado de Honduras que, até esta quinta-feira, já promoveu 82 jornadas pedindo a volta da ordem constitucional e o retorno de Zelaya ao poder.

Na quarta-feira, milhares de membros da Frente voltaram às ruas do país, dando continuidade a uma grande marcha realizada no país na terça-feira (15), marcando o 188º aniversário da independência de Honduras.

Segundo o coordenador-geral da Frente, Juan Barahona, os protestos seguirão até que se consiga a convocatória de uma assembleia nacional constituinte para a refundação do país.

Em um comunicado lido por Barahona no parque central da capital, Tegucigalpa, ele destacou que somente a nova carta deve "assentar as bases da verdadeira independência da nação".

O dirigente campesino Rafael Alegría, um dos líderes da Frente, também disse esperar que o governo golpista faça uma leitura correta sobre o repúdio massivo da população e abandone o poder.

"Creio que este regime não tem possibilidades de se sustentar, o rechaço do povo foi contundente", afirmou.

Alegría ainda reiterou que a Frente busca uma solução pacífica e política para a crise instalada com o golpe militar, a fim de reordenar o país e para que haja eleições livres.

Retorno

Ainda na terça-feira, Zelaya declarou a uma rádio hondurenha que promete regressar ao país antes do fim de setembro. Ele explicou, no entanto, que ainda não pode dizer o dia exato em que pretende voltar, já que isso daria às Forças Armadas a chance de tentar detê-lo.

"Meu retorno irá garantir a recondução do país ao caminho da democracia, e também que tenhamos eleições no próximo dia 29 de novembro", disse.

O presidente golpista Roberto Micheletti, porém, já afirmou que apenas uma invasão militar estadunidense poderia tirá-lo do poder.

Reunião

Já na quarta-feira (16), cinco candidatos à presidência de Honduras se reuniram em San José com o presidente da Costa Rica, Oscar Arias. Durante o encontro, quatro deles se comprometeram a impulsionar uma solução negociada para a crise política desencadeada com o golpe. O candidato do partido de esquerda Unificação Democrática, César Ham, porém, assegurou que seu compromisso não basta para solucionar a situação do país centroamericano.

Para Ham, é indispensável que os aspirantes à magistratura do país condenem abertamente o golpe e que se manifestem em favor do retorno do presidente legítimo, Manuel Zelaya.

O candidato sustentou, ainda, que os demais candidatos à presidência de seu país devem censurar as violações de direitos humanos ocorridas sob o governo de Roberto Micheletti.

Ao final da reunião, Ham foi o único dos candidatos que se negou a assinar o documento que resultou desse encontro, sob o argumento de que o texto é "insuficiente para resolver a crise política em Honduras".

Com informações da Agência Brasil de Fato.


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