Entrevista exclusiva com Lula
08 de fevereiro de 2013, 10h46

Parceria entre ministérios da Educação e da Justiça vai oferecer 90 mil vagas em cursos técnicos para presos

Para o ministro da Educação, Aloísio Mercadante, interesses dos detentos pelo estudo foi comprovado na última edição do Enem

Para o ministro da Educação, Aloísio Mercadante, interesses dos detentos pelo estudo foi comprovado na última edição do Enem

Parceria entre ministérios da Educação e da Justiça vai oferecer 90 mil vagas em cursos técnicos para presosDa Redação

Acordo foi firmado pelos ministros da Educação e da Justiça (Foto: Agência Brasil)

O Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) vai oferecer 90 mil vagas para presos que cumprem penas no regime aberto, semiaberto, fechado e de prisões provisórias, além de ex-detentos que já cumpriram suas penas.

O acordo foi fechado pelos ministros Aloizio Mercadante, Educação, e José Eduardo Cardoso, da Justiça, nesta quinta-feira (7). A previsão inicial é oferecer 35 mil vagas já neste ano, e chegar a 90 mil até 2014, distribuídas entre cursos técnicos e de formação continuada. O investimento previsto é de R$ 180 milhões.

De acordo com Mercadante, o interesse dos detentos pelo estudo ficou comprovado na última edição do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), para o qual 26 mil presos se inscreveram. “63% dos presos não têm ensino fundamental completo. Vamos dar ênfase ao ensino tecnológico porque abre mais perspectiva de ressocialização e chance de encontrar um emprego.”, disse o ministro da Educação.

Mercadante prevê que será necessária a construção de 760 salas de aula no interior de presídios. “É o que abre mais perspectiva de ressocialização, se ele [o detento] tem uma profissão, uma qualificação, especialmente no regime semiaberto, quando o preso está se preparando para voltar para a sociedade, ele tem mais chance de encontrar um emprego e reconstruir sua vida”, destacou.

Cardozo ressaltou a importância da iniciativa para a ressocialização dos presos e na humanização do sistema prisional. “Temos presídios que violam os direitos humanos, que não geram a efetiva condição de recuperação de presos, temos situações que não podemos tolerar”, afirmou. “Queremos que mais presos estudem e tenham condições de trabalho e consigamos fazer com que efetivamente o sistema prisional brasileiro seja um sistema que recupere e reintegre detentos”, completou o ministro.

Com informações da Agência Brasil. 


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